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Em 1974, foi inaugurada a ponte de 13,3 quilômetros que liga o Rio a Niterói sobre a Baía de Guanabara, que por anos foi uma das maiores do mundo e hoje recebe cerca de 150 mil veículos por dia
Obra autorizada na era Costa e Silva tem vão central de 300 metros, está concedida até 2045 e virou caminho diário de quem vive no Leste Fluminense
Inaugurada em 4 de março de 1974, a Ponte Rio-Niterói mudou a rotina de quem vive dos dois lados da Baía de Guanabara. Com 13,29 quilômetros, a ligação entre o Rio de Janeiro e Niterói já figurou entre as maiores do planeta. Hoje, segue entre as vias mais movimentadas do estado.
Como a ponte sobre a Baía de Guanabara saiu do papel?
A Ponte Rio-Niterói começou a sair do papel em 1967, quando o ministro dos Transportes, Mário Andreazza, mandou o antigo DNER estudar a travessia. Segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), o projeto foi apresentado em novembro de 1968. As obras começaram em janeiro de 1969. Antes, quem ia de uma cidade à outra rodava mais de 100 quilômetros pela estrada ou pegava as barcas.
O caminho até a inauguração foi duro. Texto do Arquivo Nacional lembra que a entrega estava prevista para 1971 e que uma plataforma desabou em março de 1970, durante testes das fundações. Cerca de 10 mil pessoas trabalharam na obra, que deixou pelo menos 40 mortos, segundo a instituição.
Parte desse acervo está no canal oficial da instituição no YouTube. O registro abaixo, intitulado Ponte Rio-Niterói (1973), reúne imagens da época da construção.
Por que a Rio-Niterói entrou na lista das maiores do mundo?
A ponte entrou nesse grupo pelo tamanho e pela ousadia do vão central. O Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio de Janeiro (CAU/RJ) informa que ela ocupa a 23ª posição no ranking mundial. Também é apontada como a maior do Hemisfério Sul.

Para a engenharia de pontes, o destaque é o trecho metálico central, com 300 metros de comprimento e 72 metros de altura. Segundo o Arquivo Nacional, ele segue como o maior do mundo em viga reta contínua. A parte de concreto teve os engenheiros Antônio Alves de Noronha Filho e Benjamin Ernani Diaz; a de aço, James Graham.
Alguns números ajudam a medir o tamanho da empreitada sobre a Baía de Guanabara. A ficha abaixo reúne dados divulgados pelo DNIT e pelo CAU/RJ.
| Item | Dado |
|---|---|
| Nome oficial | Ponte Presidente Costa e Silva |
| Extensão total | 13,29 km |
| Vão central | 300 m de comprimento e 72 m de altura |
| Vigas | 1.152 |
| Início das obras | Janeiro de 1969 |
| Inauguração | 4 de março de 1974 |
O trabalho da engenharia de pontes continuou depois da inauguração. Em 2004, a Coppe/UFRJ criou atenuadores que reduziram em 90% a oscilação causada por ventos fortes, segundo o CAU/RJ.
Do outro lado da baía, Niterói tem história e qualidade de vida que chamam atenção. A matéria a seguir mostra o que a cidade oferece.
Quantos veículos atravessam a ponte por dia e quem administra?
A concessionária costuma divulgar média próxima de 150 mil veículos por dia, enquanto o CAU/RJ cita cerca de 180 mil. Para quem mora em Niterói ou São Gonçalo e trabalha no Rio, a Ponte Rio-Niterói é caminho diário. Por isso, qualquer acidente vira engarrafamento nos dois sentidos.

Hoje, a administração está com a iniciativa privada, sob fiscalização federal. Pela página da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), a concessão atual cobre 13,20 quilômetros e começou em 1º de junho de 2015. O contrato tem prazo de 30 anos e reajuste anual da tarifa em 1º de dezembro.
Como o pedágio muda a cada reajuste, confira o valor nos canais oficiais da ANTT e da concessionária antes de viajar. O mesmo vale para regras de cobrança e descontos.
Qual é o legado da Ponte Rio-Niterói depois de 52 anos?
O legado é o de uma obra que encurtou distâncias e mudou a vida na Região Metropolitana. Em 2026, a ponte chega aos 52 anos como uma das ligações mais importantes do estado, ainda sujeita a congestionamentos no horário de pico.
Essa história também tem um lado humano, preservado pelo Arquivo Nacional: milhares de operários e vidas perdidas no canteiro. E você, que cruza a Rio-Niterói sempre ou de vez em quando, conta pra gente sua lembrança mais marcante da travessia.
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