Eles conquistaram o Antigo Egito e construíram monumentos com colunas de quase 20 metros: agora, arqueólogos investigam as estruturas do faraó núbio Taharqa e revelam detalhes impressionantes de um templo milenar em Karnak - Super Rádio Tupi
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Eles conquistaram o Antigo Egito e construíram monumentos com colunas de quase 20 metros: agora, arqueólogos investigam as estruturas do faraó núbio Taharqa e revelam detalhes impressionantes de um templo milenar em Karnak

Análises em Karnak mostram o legado das colunatas da dinastia núbia.

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Eles conquistaram o Antigo Egito e construíram monumentos com colunas de quase 20 metros: agora, arqueólogos investigam as estruturas do faraó núbio Taharqa e revelam detalhes impressionantes de um templo milenar em Karnak
O monumental quiosque erguido pelo faraó Taharqa no templo de Karnak reflete o poder e a devoção da 25ª dinastia núbia no Antigo Egito. - Imagem ilustrativa criada por inteligência artificial.

Durante o domínio dos reis núbios no Egito, o complexo religioso de Tebas ganhou monumentos impressionantes. As pesquisas recentes revelam como a arquitetura monumental serviu para consolidar o poder político e demonstrar a profunda devoção do faraó Taharqa.

Como os reis núbios assumiram o controle do Antigo Egito?

Entre os séculos VIII e VII a.C., os governantes do Reino de Kush expandiram sua autoridade até o território egípcio. Essa conquista deu origem à famosa vigésima quinta dinastia faraônica, estabelecendo uma era de forte influência cultural e religiosa na região de Tebas.

Ao assumirem o poder, esses monarcas africanos buscaram legitimar sua liderança por meio da restauração de tradições antigas. Eles reativaram a relevância espiritual de grandes santuários e investiram na edificação de estruturas que exaltavam a figura divina do faraó e do deus Amon-Rá.

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O estudo das colunatas kouchites em Karnak revela aspectos centrais do poder e da religiosidade dos reis núbios no Antigo Egito.

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A 25ª dinastia egípcia assumiu o controle do Egito e reestruturou o centro religioso de Tebas entre os séculos VIII e VII a.C.

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O faraó Taharqa destacou-se pela construção de monumentais monumentos de colunas no templo dedicado a Amon-Rá.

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Pesquisadores utilizam fotografias em alta definição e fac-símiles para analisar o programa arquitetônico e os relevos dos edifícios.

Qual era a importância do templo de Karnak para a 25ª dinastia?

O complexo de Karnak voltou a ocupar posição central como templo dinástico sob os soberanos kouchites. O local funcionava como o principal centro de culto espiritual, tornando-se o cenário ideal para obras de grande impacto e arquitetura religiosa monumental.

As edificações construídas em Karnak serviam para reafirmar a presença física e o domínio político do governante sobre todo o território egípcio. Por meio dessas obras, as procissões e festivais religiosos ganharam novos espaços sagrados, conectando diretamente os reis núbios aos antigos deuses locais.

Eles conquistaram o Antigo Egito e construíram monumentos com colunas de quase 20 metros: agora, arqueólogos investigam as estruturas do faraó núbio Taharqa e revelam detalhes impressionantes de um templo milenar em Karnak
As impressionantes colunas de granito e arenito em Karnak serviam para abrigar a barca sagrada do deus Amon-Rá durante as festividades religiosas. – Imagem ilustrativa criada por inteligência artificial.

Quais estruturas monumentais o faraó Taharqa construiu no complexo?

Entre os principais construtores da época, o rei Taharqa destacou-se pela criação de imponentes colunatas em diferentes pontos do santuário. A edificação mais notável foi o grande quiosque erguido no centro do primeiro pátio, projetado com impressionantes colunas verticais.

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Arquitetura de Taharqa

As características do quiosque monumental de Karnak

Erguido na primeira grande praça do templo de Karnak, o quiosque possuía vinte e nove metros de comprimento por vinte metros e meio de largura, com pavimento feito em granito vermelho.

A estrutura contava originalmente com duas fileiras de cinco colunas papiriformes com quase vinte metros de altura, destinadas a abrigar a barca sagrada de Amon-Rá durante as festividades.

Além do quiosque na entrada principal, o governante ordenou a montagem de um amplo pórtico com vinte colunas no setor oriental do templo. Essa estrutura monumental mantinha portas e muros baixos para organizar o acesso, reforçando o brilho da monarquia africana.

As construções promovidas pelo faraó Taharqa em Karnak destacavam-se por características marcantes:

  • Quiosque monumental no primeiro pátio com vinte e nove metros de extensão.
  • Colunada oriental composta por vinte colunas distribuídas em quatro fileiras.
  • Entradas ornamentadas que abrigavam a barca sagrada nas grandes celebrações.

Como as pesquisas arqueológicas analisam o legado das colunatas?

O estudo conduzido pelo Centro Franco-Egípcio de Estudo dos Templos de Karnak utiliza tecnologias avançadas para documentar os edifícios de Taharqa. Os especialistas realizam a cobertura fotográfica em alta definição para examinar minuciosamente o programa decorativo e as inscrições históricas.

A produção de fac-símiles detalhados permite identificar cenas simbólicas que representam a coroação do rei e suas oferendas divinas. A análise desses relevos revela a maneira exata como os faraós núbios integraram seus valores à tradição egípcia, preservando a memória e a devoção.

Os métodos científicos empregados na análise dos monumentos kouchites compreendem etapas fundamentais:

  • Mapeamento fotográfico digital de alta precisão das colunas preservadas.
  • Elaboração de desenhos técnicos e fac-símiles das cenas gravadas nas pedras.
  • Escavações arqueológicas e sondagens nas fundações das antigas portas.

Que novas descobertas surgiram sobre as colunas kouchites em Karnak?

Além das grandes colunatas conhecidas, os pesquisadores catalogaram blocos de arenito encontrados no setor sul de Karnak. As investigações identificaram fragmentos de colunas gravados com o nome de Taharqa, indicando a existência de outro santuário dedicado aos deuses Khonsu e Amon-Rá.

Escavações recentes no subsolo das estruturas também recuperaram blocos decorados reaproveitados em antigas portarias. Essas novas descobertas ampliam a compreensão sobre as fases construtivas e demonstram a grande sofisticação da engenharia promovida pela civilização dos reis núbios.