Café Lamas retoma funcionamento nesta quarta após quatro meses fechado por incêndio - Super Rádio Tupi
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Café Lamas retoma funcionamento nesta quarta após quatro meses fechado por incêndio

Patrimônio cultural carioca renovou a fiação e a cozinha; cardápio segue intacto

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Foto: Enzo Anselmo/Super Rádio Tupi

O Café Lamas retoma o atendimento ao público nesta quarta-feira (21), a partir das 10h30, após ficar quatro meses fechado em decorrência de um incêndio. Em atividade ininterrupta desde 1874, o endereço é considerado o mais antigo restaurante em funcionamento no país.

A reabertura encerra uma etapa de recuperação do espaço, que atravessou o período imperial e todas as fases republicanas. “A gente passou por um período muito difícil, ficamos fechados por quatro meses, mas vamos virar essa página”, afirmou Milton Brito, um dos sócios da casa ao g1.

Durante os meses de paralisação, o restaurante recebeu melhorias na fiação elétrica e na estrutura da cozinha. Mesmo com as intervenções, a proposta foi conservar a atmosfera original do salão, pensada para acolher clientes antigos e novas gerações.

Aos 72 anos, Milton afirma encarar o trabalho diário como uma extensão do próprio lar e assegura que os hábitos dos frequentadores foram respeitados. “O cardápio segue o mesmo, não mexemos em nada. Pintamos da mesma maneira, um lugar desses não pode mudar”, pontuou.

Como recomendação aos clientes que pretendem prestigiar o retorno, o empresário sugere os preparos mais emblemáticos da casa: o filé à Oswaldo Aranha, o filé à francesa e o filé à parmegiana.

Qual é a importância histórica do estabelecimento?

Criado no século XIX, o Café Lamas operou inicialmente no Largo do Machado por mais de cem anos. O comércio teve de se mudar para a Rua Marquês de Abrantes, no Flamengo, há 52 anos, após o prédio original ser desapropriado para a expansão da malha do metrô.

O ponto é protegido pela Prefeitura do Rio como Patrimônio Cultural Carioca e figura entre os botequins tradicionais tutelados pelo município. Ao longo de décadas, as mesas serviram de refúgio para reuniões de intelectuais, comunicadores, artistas plásticos e personalidades da política.

“Com tanta tradição, 152 anos, é uma resistência, representa muito para a cidade do Rio de Janeiro e o país”, resumiu o empresário ao destacar o papel do estabelecimento na vida boêmia fluminense.