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Jovem de 24 anos opera para realizar a cirurgia dos sonhos, mas sofre falta de oxigênio no cérebro durante o procedimento e a polícia investiga a causa da morte
Procedimento dos sonhos de jovem de 24 anos termina em tragédia; família cobra respostas após falta de oxigênio no cérebro durante a operação
Uma jovem de 24 anos morreu após apresentar complicações durante uma cirurgia de correção do maxilar em Guaratinguetá, no interior de São Paulo. Kethiny Evinlyn deu entrada no hospital para a operação na terça-feira e seguiu diretamente do centro cirúrgico para a Unidade de Terapia Intensiva com falta de oxigenação cerebral.
A equipe médica confirmou o falecimento dois dias após a internação. Diante da falta de detalhes a respeito do que causou o dano neurológico durante o procedimento, os familiares da paciente registraram boletim de ocorrência para cobrar apuração sobre a conduta hospitalar.
Intercorrência durante o procedimento
Kethiny entrou na sala cirúrgica por volta das 13h de terça-feira para realizar a intervenção bucomaxilofacial. Ao término do trabalho médico, os profissionais comunicaram à mãe da jovem a ocorrência de uma intercorrência grave, informando a necessidade de exames clínicos para medir a extensão dos danos neurológicos.
Os médicos explicaram que a paciente sofreu hipóxia cerebral, quadro definido pela redução ou corte de oxigênio no cérebro, apontando risco de morte. Chamados durante a madrugada, os parentes encontraram Kethiny internada na UTI, entubada, sedada e sem respostas a estímulos.
O quadro permaneceu estável em estado crítico até a madrugada de quinta-feira, momento em que a saúde piorou bruscamente. Pouco tempo após comunicar os parentes sobre a alteração clínica, a equipe médica declarou oficialmente o óbito.
Na véspera da cirurgia, a jovem gravou um vídeo relatando ansiedade e insônia pela expectativa do procedimento. Na gravação, ela definiu a intervenção como a sua “cirurgia dos sonhos“, embora admitisse estar “muito preocupada”.
Em depoimento à polícia, a irmã da paciente declarou que os médicos apresentaram apenas justificativas superficiais. Parentes ouviram no hospital sobre um problema ligado ao material cirúrgico usado na operação, motivo que levantou desconfiança de falha profissional.
A Delegacia Seccional de Guaratinguetá registrou o fato e abriu inquérito policial para apurar as circunstâncias como morte suspeita. A identificação das causas exatas do óbito depende do resultado dos exames periciais solicitados pelos investigadores.