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Falsa dentista é presa em flagrante aplicando facetas de resina no Rio

Suspeita que atendia em clínica clandestina sem diploma admite que só assistiu a uma palestra; entenda como o esquema em Magé foi descoberto

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Mulher de costas em roupa preta ao lado de policial civil e viatura da polícia
Sthefanie Ferreira Mathias é escoltada por agentes da Polícia Civil após ser presa por exercer a profissão de dentista ilegalmente em Magé. Foto: Reprodução

A Polícia Civil prendeu em flagrante, nesta quarta-feira (28), Sthefanie Ferreira Mathias pela acusação de exercer ilegalmente a profissão de dentista em Magé, na Baixada Fluminense. A mulher não tem diploma e nunca cursou graduação em Odontologia, conforme informações da corporação.

Agentes realizaram a abordagem no terceiro andar de um edifício comercial na Rua Paulo Lavoier, em Piabetá. A investigada se preparava para atender um paciente no momento em que os policiais chegaram ao endereço.

Irregularidades no local de atendimento

A intervenção ocorreu após denúncia recebida pelo Conselho Regional de Odontologia do Rio de Janeiro, órgão que acionou a 66ª DP (Piabetá). Fiscais constataram que o perfil Resina Prime Estética Odontológica divulgava na internet procedimentos de facetas de resina, atividade restrita a cirurgiões-dentistas.

No imóvel comercial, os agentes identificaram a ausência de alvará de funcionamento e de autorização da vigilância sanitária. A maca utilizada era comum, o espaço apresentava condições inadequadas e não havia processo de esterilização dos objetos.

A fiscalização apreendeu no local:

  • instrumentos clínicos;

  • resina e ácido para aplicação;

  • selantes e brocas de polimento;

  • fotopolimerizador e micromotor.

Depoimento e procedimentos policiais

Na delegacia, Sthefanie admitiu aos policiais que nunca ingressou no ensino superior da área. Ela afirmou que a única experiência teórica sobre as técnicas foi a assistência a uma palestra.

A autoridade policial autuou a mulher em flagrante pelos crimes de exercício ilegal da profissão, estelionato e falsa identidade. A reportagem enviou e-mail para a defesa da clínica às 15h58, e o espaço segue disponível para manifestação.

Prisão de falsas agentes comunitárias

Na terça-feira (27), dia anterior à prisão ocorrida em Magé, policiais militares detiveram duas mulheres em Guaratiba, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. A dupla se passava por agentes comunitárias de uma Clínica da Família para lesar vítimas.

Equipes do 40º BPM conduziram as duas presas para a 35ª DP (Campo Grande). As investigações apontam que elas ofereceram remédios a uma mulher idosa, alteraram os dados da conta Gov.br da moradora e contrataram um empréstimo bancário indevido, gerando um prejuízo de cerca de R$ 25 mil. As detidas respondem por estelionato.