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David Corrêa, jogador do Vasco, é intimado a entregar passaporte à polícia; entenda a investigação
Atacante David, do Vasco, é intimado pela Polícia Civil a entregar passaporte em operação que apura tráfico e elo com facção criminosa
O atacante David Corrêa da Fonseca, do Vasco da Gama, foi intimado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro a comparecer à 14ª Delegacia de Polícia, no Leblon, nesta sexta-feira (30). Ele terá de entregar o passaporte e ser notificado sobre medidas cautelares aplicadas pela Justiça do Espírito Santo.
A notificação foi entregue na quinta-feira (29) por agentes coordenados pelo delegado Alexandre Neto Cardoso. A medida ocorre em suporte a uma apuração conduzida por policiais capixabas.
Por que o jogador do Vasco é investigado?
O atleta é alvo de apurações dentro da Operação A Tropa, coordenada pela Polícia Civil do Espírito Santo. O procedimento investiga a prática de crimes como lavagem de capitais, formação de organização criminosa e tráfico interestadual de armamentos e drogas, com prováveis elos com a facção Comando Vermelho.
A investigação encontrou registros de diálogos entre David e Ruan de Freitas Camargo Cruz, amigo de infância do atleta que é réu por uma tentativa de homicídio cometida em 2024. As conversas obtidas pela polícia também envolviam outro jogador profissional, Hayner William Monjardim Cordeiro, que joga pelo Vila Nova.
Quais regras o atleta terá de cumprir?
A Justiça determinou que David está impedido de sair do território brasileiro e proibido de fazer contato com testemunhas ou outros nomes sob investigação. Ele também terá de se apresentar de maneira periódica perante as autoridades judiciais.
O atacante será formally advertido na delegacia sobre a gravidade das exigências. Se desobedecer às restrições sem apresentar uma justificativa legal, a Justiça poderá decretar a prisão preventiva do atleta vascaíno.
Como funciona a apuração do caso?
Os trabalhos da Operação A Tropa são chefiados pelo Centro de Inteligência e Análise Telemática da corporação do Espírito Santo, ao lado de departamentos especializados.
A delegacia do Leblon atuou na troca de informações interestadual, já que também apura de forma autônoma a presença do Comando Vermelho no Rio de Janeiro. Os relatórios cumpridos em território fluminense serão enviados aos órgãos policiais e judiciais do Espírito Santo, que seguem no controle do caso.