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Renato Cariani se defende após MPSP pedir condenação por tráfico de drogas
Influenciador afirma ter sido vítima de fraude societária e destaca confiança na atuação de advogados para provar sua inocência no processo
O influenciador e empresário fitness Renato Cariani se manifestou publicamente após o Ministério Público de São Paulo pedir sua condenação à Justiça estadual. Em gravação divulgada na quinta-feira (29/10), ele reiterou inocência e atribuiu sua inclusão no caso à condição de sócio em uma fábrica do setor químico. O investigado responde à ação penal em liberdade.
O empresário declarou que o negócio do qual fazia parte acabou lesado por terceiros. De acordo com Cariani, a condição de proprietário fez com que as responsabilidades recaíssem sobre sua pessoa. Ele afirmou que “quem me acompanha há muito tempo sabe, eu fui sócio de uma indústria química e essa indústria foi vítima de fraude”, completando que ocorrências internas da empresa geram responsabilização automática contra ele.
Cariani também informou estar “super bem” e declarou confiança na atuação de seus advogados e no Poder Judiciário. O influenciador avalia que o processo caminha para a fase decisiva ao afirmar que “é só a continuidade desse processo que daqui a pouco, graças a Deus, vai terminar”.
Acusações apresentadas pelo Ministério Público
Nas alegações finais encaminhadas ao tribunal, a Promotoria paulista solicita a condenação de Cariani por quatro crimes:
tráfico de drogas;
associação para o tráfico;
falsidade ideológica;
lavagem de dinheiro.
Segundo os promotores, os acusados atuaram de forma ilegal em dezenas de ocasiões para movimentar grandes volumes de compostos controlados. A denúncia aponta que eles “produziram, venderam e forneceram, sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar, mais de 12 toneladas de produtos químicos destinados à preparação de drogas”.
A investigação sustenta que os insumos abasteciam a produção de toneladas de crack e cocaína. Os desvios ocorriam na empresa Anidrol por meio de fraudes em notas fiscais. A promotoria também indicou relação próxima entre Cariani e o policial civil André Dziuba, vínculo que teria gerado facilidades ao empresário em apurações policiais.
A acusação detalha que o grupo ocultava recursos obtidos no comércio ilegal com depósitos em dinheiro vivo feitos por meio de terceiros. A Promotoria afirma que os réus conseguiram transformar cerca de R$ 2,5 milhões em patrimônio de aparência legal.
O processo tem como réus os empresários Fábio Spindola Mota e Rodrigo Gomes Pereira. O grupo chegou a ser preso em dezembro de 2023 durante a Operação Hinsberg, realizada pela Polícia Federal. Se condenados ao término do julgamento, as penas somadas para cada réu podem variar entre 16 e 51 anos de prisão, com acréscimo de sanções financeiras.