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Rodrigo Bacellar será transferido de presídio federal para o Rio de Janeiro

Investigado pela PF, político retorna ao Rio após nova decisão judicial; ministro Alexandre de Moraes também revogou prisão de magistrado

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Homem de terno, camisa e gravata, com barba e microfone à frente, olha para a esquerda
Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Alerj, será transferido de prisão federal para o Rio de Janeiro. Foto: Thiago Lontra/ALERJ

O ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) Rodrigo Bacellar será transferido da Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte, para um presídio no estado do Rio de Janeiro. A confirmação da transferência ocorreu por meio da “TV Globo” neste sábado (31).

Bacellar está detido desde março de 2026 no âmbito da Operação Unha e Carne. A investigação da Polícia Federal apura o repasse de informações sigilosas relativas a uma ação policial contra o ex-deputado estadual TH Joias, suspeito de ligação com o Comando Vermelho. O ex-presidente da Alerj é investigado por suspeita de repassar esses dados confidenciais ao ex-parlamentar.

Soltura de desembargador investigado

Na sexta-feira (30), o ministro Alexandre de Moraes determinou a soltura do desembargador Macário Júdice, que também é investigado por suposto vazamento de informações para Bacellar.

O magistrado cumpria prisão preventiva desde 16 de dezembro de 2025. Na decisão recente, Moraes substituiu a detenção por medidas cautelares, determinando o uso de tornozeleira eletrônica e a apreensão do passaporte.

“Desde o início, a defesa entendia que a prisão era desnecessária, que medidas cautelares eram suficientes. Pleito que foi reconhecido agora pelo STF. Durante a fase de instrução do processo, temos certeza de que iremos provar a inocência do desembargador”, afirmou o advogado Patrick Berriel.

Os advogados também rebatem a suspeita de que Macário e Bacellar tenham realizado um encontro em uma churrascaria no Aterro do Flamengo, na Zona Sul do Rio, em setembro de 2025.

Segundo a defesa, o levantamento das antenas de telefonia celular dos dois investigados, requerido pela Polícia Federal, indicou que eles não estiveram juntos na ocasião. A defesa afirma ainda que o desembargador não foi ouvido sobre as acusações.