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Clientes dessa operadora brasileira vão poder usar internet de graça de Elon Musk no celular via satélite em áreas sem sinal e muita gente ainda não sabe quais aplicativos funcionam nesse novo sistema
Sem antenas por perto, clientes de uma operadora poderão usar satélites da Starlink.
Estrada no interior, sítio afastado, trilha no meio do mato: o celular mostra “sem serviço” e ninguém consegue avisar que está tudo bem. Desde o fim de outubro de 2026, clientes da Vivo começaram a ter uma saída para isso. O Vivo Satélite conecta o celular direto aos satélites da Starlink, empresa de Elon Musk, quando não há sinal das antenas. Mas ele não funciona como uma internet comum, e saber quais aplicativos estão liberados faz toda a diferença.
O que é o Vivo Satélite?
É um serviço que permite que celulares compatíveis se conectem diretamente aos satélites da Starlink, sem antena, roteador ou aplicativo extra. A tecnologia é chamada de conexão direta ao celular. Os satélites funcionam como uma espécie de torre de telefonia no espaço.
A troca acontece sozinha: quando o celular perde todas as redes terrestres disponíveis, ele tenta se conectar ao satélite. Nesse momento, aparece na tela a identificação “Vivo Starlink”. A Vivo começou a liberar o serviço em 26 de outubro, de forma gradual, e, segundo a operadora, cerca de 50 milhões de clientes são elegíveis.

Quais aplicativos funcionam pelo satélite?
Aqui está o ponto que muita gente ainda não conhece. O acesso é restrito a uma lista de serviços de comunicação e localização. Fora dela, nada funciona. Veja o que está liberado:
A lista oficial, os termos e a consulta de aparelhos compatíveis estão na página oficial do Vivo Satélite. A operadora informa que o uso desses serviços pelo satélite não consome a franquia de dados do plano.
O que não funciona via satélite?
O Vivo Satélite não transforma o celular num aparelho com internet livre. A velocidade é limitada e mensagens podem demorar alguns minutos para chegar. Veja o que fica de fora:
| Recurso | Via satélite | Situação |
|---|---|---|
| Ligação comum Pela rede telefônica | Não disponível; a chamada de voz é só pelo WhatsApp ou iMessage. | Não funciona |
| Emergência 190, 192 e afins | O serviço não completa ligações de emergência nem recebe alertas da Defesa Civil. | Não funciona |
| Vídeo e streaming Chamadas de vídeo, vídeos, músicas | Bloqueados no serviço via satélite. | Não funciona |
| Navegar na internet Sites e links externos | Fora da lista, não abre. | Restrito |
O ponto mais importante é o da emergência: o serviço ajuda a mandar mensagem, áudio ou localização para alguém, mas não deve ser tratado como canal garantido para pedir socorro.
Quem pode usar e o que é preciso fazer?
Ter um celular 4G ou 5G não basta. A Vivo mantém uma lista de modelos compatíveis e exige alguns cuidados antes de sair para uma área remota:
- Conferir no App Vivo se o seu plano tem o benefício.
- Consultar a lista oficial de celulares compatíveis nos canais da operadora.
- Atualizar o sistema operacional do celular.
- Usar chip ou eSIM compatível com 4G ou 5G e deixar o roaming habilitado.
- Ficar em local com céu aberto: prédios, árvores densas e túneis atrapalham a conexão.
O serviço vai continuar de graça?
Por enquanto, sim, mas por tempo limitado. O acesso gratuito vale para o período de lançamento, e a operadora não informou, até o momento, como será a cobrança depois. Também vale lembrar que a conexão direta entre satélite e celular ainda funciona no Brasil dentro de um ambiente regulatório experimental da Anatel.
Então aquele “sem serviço” na estrada do começo deixa de ser silêncio total para quem tem Vivo e um celular compatível. Dá para mandar mensagem, áudio e localização mesmo longe das antenas. Só não dá para tratar o satélite como internet comum, nem como linha de emergência. Antes de viajar, confira se seu aparelho e seu plano estão na lista. Este texto é informativo; as condições do serviço podem mudar, então consulte sempre os canais oficiais da operadora.