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Aos 92 anos, ele segue trabalhando na Presidência como o funcionário mais velho do Planalto, e poucos colegas sabem que já foi atleta olímpico e coronel do Exército
Coronel reformado José Wilson Pereira disputou o pentatlo moderno em Roma 1960 e Tóquio 1964 e hoje assessora municípios na Secretaria de Assuntos Federativos
Quem passa pelos corredores do Palácio do Planalto, em Brasília, talvez não imagine a história do colega de cabelos brancos que lê o Diário Oficial todos os dias. O coronel reformado José Wilson Pereira é o funcionário mais velho da Presidência da República. Antes da carreira civil, ele defendeu o Brasil nos Jogos Olímpicos no pentatlo moderno, modalidade com tradição entre oficiais do Exército Brasileiro.
Quem é o coronel que trabalha no Palácio do Planalto aos 92?
José Wilson Pereira é coronel reformado do Exército e atua como servidor na Presidência da República, em Brasília. A trajetória dele chama atenção pela longevidade profissional e pelo passado esportivo.
Acompanhar as publicações do Diário Oficial e dar suporte às demandas de prefeituras fazem parte da rotina de áreas como a de assuntos federativos da Presidência. Quem quiser conferir dados funcionais e de remuneração de servidores federais pode consultar a página de servidores do Portal da Transparência do Governo Federal.
Confira a entrevista abaixo da Folha de São Paulo:
Depois da vida na caserna, ele seguiu em atividade no serviço público federal, onde a experiência acumulada em décadas pesa a favor no acompanhamento diário das demandas.
Histórias de vida longas como essa costumam ganhar força quando são contadas e recontadas em casa. A psicologia tem uma explicação curiosa para esse hábito tão comum nas famílias.
Em quais Jogos Olímpicos o coronel competiu pelo Brasil?
Ele disputou duas edições dos Jogos Olímpicos, Roma 1960 e Tóquio 1964, sempre no pentatlo moderno. Nas súmulas, aparece como José Wilson, conforme o registro do atleta na base histórica Olympedia.

O pentatlo reúne esgrima, natação, hipismo, tiro e corrida, como descreve a página da modalidade no Ministério da Defesa. A prova entrou no programa olímpico moderno em 1912, em Estocolmo, e segue presente entre os atletas militares do país.
Os resultados do oficial em competições internacionais ajudam a medir o tamanho dessa carreira. O quadro a seguir reúne as campanhas registradas na mesma base histórica.
| Competição | Resultado |
|---|---|
| Pan-Americano de Chicago 1959 | Prata por equipe |
| Jogos de Roma 1960 | 50º no individual e 13º por equipes |
| Pan-Americano de São Paulo 1963 | Prata por equipe |
| Jogos de Tóquio 1964 | 28º no individual |
As duas pratas pan-americanas por equipe, ao lado de nomes como Justo Botelho, colocam o coronel entre os pentatletas brasileiros de destaque daquela geração. Em Tóquio, ele subiu 22 posições no individual em relação a Roma.
Por que ele pode seguir trabalhando depois dos 75 anos?
A explicação está no tipo de vínculo com o governo. A Lei Complementar 152, de 2015, fixa a aposentadoria compulsória aos 75 anos para quem ocupa cargo efetivo e para membros do Judiciário, do Ministério Público, das Defensorias e dos Tribunais de Contas.
Quem atua sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho (Decreto-Lei 5.452, de 1943), a CLT, não ocupa cargo efetivo e fica fora dessa regra. Na prática, a permanência no serviço depende da relação de trabalho com o órgão, e não de uma idade-limite fixada em lei.
Esse detalhe ajuda a entender como um oficial formado no Exército Brasileiro ainda pode atuar na sede do governo federal. A experiência acumulada em décadas de serviço público pesa a favor no acompanhamento diário das demandas dos municípios.
O que a história do coronel ensina sobre trabalhar aos 90?
A trajetória junta três vidas em uma só: o atleta que treinou para competir nos Jogos, o oficial do Exército e o servidor que acompanha as demandas de prefeituras de todo o país. Poucos colegas de corredor conhecem esse passado esportivo.
Para o ouvinte do Rio que tem um avô, uma tia ou um vizinho cheio de histórias, fica a deixa. Puxe uma cadeira, pergunte sobre os tempos de juventude e conte para a gente as trajetórias que merecem ser lembradas.
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