Mary Wollstonecraft, filósofa inglesa, sobre independência feminina: “Não desejo que as mulheres tenham poder sobre os homens, mas sobre si mesmas” Uma reflexão sobre autonomia e liberdade - Super Rádio Tupi Mary Wollstonecraft: a frase sobre independência feminina que ganha força após os 40
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Mary Wollstonecraft, filósofa inglesa, sobre independência feminina: “Não desejo que as mulheres tenham poder sobre os homens, mas sobre si mesmas” Uma reflexão sobre autonomia e liberdade

Mais de 230 anos depois, a reflexão da filósofa inspira mulheres a recuperar a própria voz, estabelecer limites e fazer escolhas sem abrir mão dos relacionamentos.

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Mary Wollstonecraft, filósofa inglesa, sobre independência feminina: “Não desejo que as mulheres tenham poder sobre os homens, mas sobre si mesmas” Uma reflexão sobre autonomia e liberdade
A reflexão de Mary Wollstonecraft sobre autonomia feminina mostra a importância de mulheres assumirem o controle das próprias escolhas e valorizarem sua independência em qualquer idade - Imagem ilustrativa criada por inteligência artificial

“Não desejo que as mulheres tenham poder sobre os homens, mas sobre si mesmas”, escreveu Mary Wollstonecraft em 1792. A frase sobre autonomia continua significativa para mulheres que passaram décadas cuidando de outros e agora buscam recuperar a própria voz.

O que Mary Wollstonecraft quis dizer com ter poder sobre si mesma?

No capítulo IV de Reivindicação dos Direitos da Mulher, publicada em 1792, Mary Wollstonecraft questionou uma educação que ensinava obediência e dependência. Seu argumento valorizava a razão feminina e o direito de exercer escolhas verdadeiramente próprias.

Ao responder às ideias de Jean-Jacques Rousseau sobre a formação feminina, a filósofa rejeitou a disputa por superioridade. Ter poder sobre si mesma significava desenvolver consciência e liberdade para decidir, sem transformar relacionamentos em competições por autoridade.

Mary Wollstonecraft, filósofa inglesa, sobre independência feminina: “Não desejo que as mulheres tenham poder sobre os homens, mas sobre si mesmas” Uma reflexão sobre autonomia e liberdade
Retomar os estudos, aprender novas habilidades e investir em interesses pessoais são atitudes que ajudam mulheres depois dos 40 a fortalecer a autonomia e recuperar o protagonismo da própria vida – Imagem ilustrativa criada por inteligência artificial

Por que a frase continua atual para mulheres depois dos 40?

Mulheres que passaram anos atendendo às necessidades dos filhos, do marido ou de outros familiares podem perceber que seus desejos ficaram em segundo plano. A reflexão de Wollstonecraft convida a recuperar a identidade sem abandonar os vínculos afetivos.

Aos 40, 50 ou 60 anos, voltar a estudar ou retomar um interesse antigo pode representar uma decisão profundamente pessoal. Não se trata de recuperar tempo perdido, mas de reconhecer o próprio valor e ampliar a participação nas escolhas cotidianas.

Abaixo, um vídeo do canal TV Boitempo no YouTube para acompanhar essa reflexão:

Como a autonomia feminina aparece nas escolhas do cotidiano?

A independência feminina não precisa começar com uma mudança radical. Ela pode surgir quando a mulher decide conhecer melhor suas finanças, organizar seus planos e reservar espaço para aquilo que aprecia, exercitando iniciativa e responsabilidade em pequenas decisões.

Também pode aparecer ao estabelecer limites, pedir respeito por seu tempo e expressar discordâncias sem culpa. Quando a necessidade de agradar deixa de orientar todas as atitudes, a confiança cresce e a voz pessoal encontra mais espaço.

Algumas atitudes ajudam a transformar essa ideia em prática:

  • Retomar um curso ou explorar um novo aprendizado.
  • Participar das decisões sobre o orçamento e as prioridades financeiras.
  • Reservar tempo para interesses e amizades pessoais.
  • Dizer não quando uma expectativa ultrapassar seus limites.

Qual é a diferença entre compartilhar decisões e perder a própria voz?

Ouvir conselhos e construir acordos faz parte de relações respeitosas. A dificuldade surge quando alguém passa a decidir sempre pela mulher, inclusive sobre seus projetos e recursos. Uma parceria saudável preserva a escuta mútua e a autonomia individual.

Não é necessário viver sozinha para ser independente. O essencial é conseguir concordar ou discordar sem medo de perder afeto, mantendo espaço para avaliar alternativas. Assim, o diálogo fortalece a convivência sem substituir a vontade de cada pessoa.

💜 Parceria ou controle? 4 diferenças que merecem atenção

Um relacionamento saudável pode incluir decisões compartilhadas sem que uma pessoa precise abrir mão da própria autonomia.

✓ Parceria e autonomia ⚠ Sinais de desequilíbrio
Conversar sobre gastos

Planejar despesas e participar juntos das decisões financeiras.

Impedir decisões

Excluir a outra pessoa das escolhas sobre o dinheiro ou controlar seu acesso.

Solicitar opiniões

Ouvir sugestões por respeito, confiança e escolha própria.

Exigir permissão

Precisar de autorização constante para decisões pessoais e cotidianas.

Negociar o tempo

Combinar responsabilidades familiares sem anular interesses individuais.

Renunciar sempre

Abandonar repetidamente planos, amizades e atividades próprias.

Compartilhar sonhos

Construir projetos em comum e apoiar os objetivos pessoais de cada um.

Impedir projetos

Desestimular ou proibir estudos, trabalho e realizações individuais.

✨ Para refletir: dividir a vida não significa perder a individualidade. A parceria permite diálogo, respeito e escolhas próprias. Quando existem imposições, medo ou restrições constantes, vale observar com atenção a dinâmica do relacionamento.

Como conquistar mais independência sem deixar de cultivar relações?

Reconstruir a própria identidade pode começar com perguntas simples: o que desejo aprender, fazer ou mudar? As respostas ajudam a identificar prioridades que ficaram esquecidas. Compartilhá-las com pessoas próximas permite buscar apoio sem abrir mão do próprio critério.

A mensagem de Mary Wollstonecraft permanece poderosa porque não propõe dominar ninguém. Ela lembra que relações podem caminhar ao lado da liberdade individual. Em qualquer idade, ter voz e exercer a própria escolha também são formas de preservar o afeto.