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Navio bizantino naufragado há mais de 1.300 anos é encontrado com moedas de ouro, pedras preciosas e um anel imperial que revelam a possível presença de passageiros de alto status a bordo
Pesquisadores subaquáticos localizaram os destroços de um antigo veículo marítimo da era bizantina. O achado impressionante revelou objetos valiosos e ofereceu novas perspectivas sobre o comércio e a presença de autoridades da nobreza imperial no mar Adriático durante o século oitavo.
Onde o navio bizantino foi localizado e qual a sua importância?
A descoberta ocorreu durante missões de arqueologia no litoral da Croácia, perto da ilha de Mljet. Esse sítio submerso preservava vestígios raros de um naufrágio bizantino datado entre os séculos sétimo e oitavo em excelente estado de conservação.
Especialistas consideram o achado um dos marcos mais relevantes do Mediterrâneo oriental. O navio carregava itens de grande valor econômico, indicando que a embarcação atendia ao transporte de bens luxuosos e a viagens de elevado prestígio político.
Quais tesouros preciosos foram resgatados do fundo do mar?
Mergulhadores encontraram conjuntos de cintos folheados a ouro com aplicações de pedras preciosas como esmeraldas, rubis e pérolas. Essas peças refinadas eram utilizadas por altos funcionários governamentais e nunca haviam sido registradas em naufrágios no mar Mediterrâneo.
Além das joias, a equipe resgatou moedas cunhadas durante o governo de quatro soberanos da dinastia heracliana. O acervo também incluía ânforas comerciais, balanças de precisão, utensílios cerâmicos e fichas de marfim usadas em trocas de mercadorias da época.

Como o anel imperial indica a presença da elite bizantina?
Entre os artefatos recolhidos no local, destaca-se um anel de ouro gravado com a figura de um governante da dinastia heracliana. O objeto possuía a função de autenticar documentos oficiais emitidos pelo próprio imperador do Império Bizantino.
Insígnia Imperial
Símbolo de autoridade no mar
A presença de um anel selador exclusivo indica que diplomatas ou altos mandantes militares viajavam na embarcação.
Essa peça reforça a hipótese de uma comitiva oficial transportando documentos sigilosos e presentes diplomáticos de elevado valor.
Especialistas apontam que tal peça pertencia unicamente a cidadãos de posição elevada na hierarquia militar ou administrativa. A existência do anel sugere que o barco conduzia membros respeitados da corte bizantina em missões diplomáticas no mar Adriático.
Confira os principais indícios da presença de diplomatas na viagem:
- Presença de anel selador oficial com efígie imperial.
- Conjuntos de cintos folheados ornamentados com pedras raras.
- Transporte de artigos luxuosos junto ao carregamento comercial.
Por qual motivo essa embarcação afundou na região de Mljet?
A ilha de Mljet ficava localizada em uma rota de navegação crucial que integrava o leste e o oeste do mar Mediterrâneo. Embarcações de transporte utilizavam o trajeto com frequência para realizar entregas de produtos em diferentes portos comerciais.
Historiadores acreditam que a tripulação buscava abrigo na baía de Polaçe para se proteger de uma tempestade severa. As péssimas condições meteorológicas podem ter surpreendido os navegantes, provocando o naufrágio do navio junto às rochas da costa croata.
Veja as razões que tornavam a baía um ponto estratégico:
- Localização privilegeda na rota entre o Oriente e o Ocidente.
- Presença de um palácio da Antiguidade Tardia nas proximidades.
- Águas naturalmente protegidas utilizadas como refúgio durante ressacas.
Quem participou das complexas pesquisas de arqueologia subaquática?
As explorações foram coordenadas pelo Instituto Croata de Conservação ao longo de dezenove anos de estudos contínuos na região. Especialistas em pesquisa submersa mapearam a área e resgataram materiais históricos valiosos preservados pelas águas profundas da Croácia.
A investigação contou com apoio logístico da polícia croata e colaboração internacional de cientistas da Universidade Stanford. Analistas dedicam-se ao exame da cerâmica e dos cintos para compreender a tecnologia de fabricação utilizada pela civilização bizantina no passado distante.