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Eleanor Roosevelt, diplomata e ativista americana, sobre o medo: “Você ganha força, coragem e confiança a cada experiência em que realmente para e encara o medo de frente.” Uma reflexão sobre como o amadurecimento nasce do enfrentamento
Reflexão está no livro You Learn by Living, de 1960, escrito pela ex-primeira-dama que presidiu a comissão da ONU responsável pela Declaração Universal
Poucas figuras públicas falaram de medo com tanta propriedade quanto Eleanor Roosevelt, ex-primeira-dama dos Estados Unidos, diplomata e ativista de direitos humanos. A frase “Você ganha força, coragem e confiança a cada experiência em que realmente para e encara o medo de frente” resume uma ideia simples e exigente: ninguém amadurece fugindo do que assusta. A reflexão está num livro de conselhos práticos publicado dois anos antes da morte dela.
De onde vem a frase de Eleanor Roosevelt sobre encarar o medo?
A frase vem de You Learn by Living, algo como “Você aprende vivendo”, livro lançado pela editora Harper, em Nova York, em 1960. O registro da obra no acervo do Internet Archive mostra que o segundo capítulo se chama “Fear: the great enemy”, ou “Medo: o grande inimigo”.
O livro funciona como um manual de vida dividido em onze capítulos. O quarto tem um título que conversa direto com a citação: “The difficult art of maturity”, a difícil arte da maturidade. Para a autora, enfrentar o medo e amadurecer fazem parte do mesmo aprendizado.
Que momentos da vida de Eleanor Roosevelt explicam essa visão?
A trajetória da autora ajuda a entender a frase. Segundo a biografia da Biblioteca e Museu Presidencial Franklin D. Roosevelt, ela nasceu em Nova York em 11 de outubro de 1884, perdeu a mãe em 1892 e o pai em 1894. Depois, foi criada pela avó.

Ao chegar à Casa Branca, em 1933, avisou que o país não deveria esperar um símbolo de elegância, e sim a “simples e comum senhora Roosevelt”. Foi a primeira primeira-dama a dar entrevistas coletivas próprias, só para repórteres mulheres, e escreveu a coluna diária My Day de 1935 até 1962.
O desafio mais conhecido veio depois. Nomeada pelo presidente Harry Truman para a delegação americana na ONU, ela foi eleita presidente da Comissão de Direitos Humanos. Segundo o Serviço Nacional de Parques dos Estados Unidos, ela não esperava o cargo e duvidava do próprio domínio das regras parlamentares. Mesmo assim, comandou a redação da Declaração Universal dos Direitos Humanos, adotada em 10 de dezembro de 1948.
A ideia de seguir em frente apesar do medo atravessa várias tradições. No Super Rádio Tupi, há também uma reflexão sobre fé e coragem.
O que a frase ensina sobre coragem e amadurecimento hoje?
A frase ensina que o amadurecimento nasce da prática, e não da teoria. Quem evita toda situação desconfortável nunca ganha a prova concreta de que dá conta, e o medo acaba parecendo maior do que é.

Isso vale para o trabalhador que encara a primeira entrevista de emprego, para quem volta a estudar depois dos 40 e para quem precisa falar em público. Cada passo dado vira referência para o seguinte, como descreve a citação.
Há um cuidado importante. Encarar o medo não significa ignorar sofrimento intenso: quando a ansiedade paralisa a rotina, o caminho é buscar um psicólogo ou uma unidade de saúde.
Para conhecer melhor a autora, nada como ouvir a própria voz dela. No vídeo do canal oficial da Biblioteca Presidencial Franklin D. Roosevelt, Eleanor comenta fotografias de diferentes fases da própria vida.
Como levar a lição de Eleanor Roosevelt para o dia a dia?
O jeito mais direto é começar pequeno. Escolha uma situação que você vive adiando, como uma conversa difícil ou um telefonema chato, e enfrente uma de cada vez. A confiança cresce com a repetição.
Eleanor Roosevelt morreu em 7 de novembro de 1962, em Nova York, e o livro ganhou novas edições nas décadas seguintes. Pense num medo que anda segurando você e dê hoje o primeiro passo, mesmo que pequeno. Depois, conta pra gente como foi.
O que mais vale saber sobre a autora e a citação do medo?
Algumas dúvidas aparecem sempre que a frase circula nas redes. As respostas abaixo ajudam a situar a reflexão e a mulher que a escreveu.
A frase foi dita num discurso?
Não. Ela está no livro You Learn by Living, de 1960, no capítulo dedicado ao medo.
Qual foi o papel dela na ONU?
Presidiu a Comissão de Direitos Humanos e o grupo que redigiu a Declaração Universal. Em 1961, John F. Kennedy a reconduziu à delegação americana.
Se você curte reflexões sobre comportamento, tem outra leitura no site. Ela fala do valor de um gesto simples no dia a dia da cidade.