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Automobilismo

A cor do seu carro pode estar reduzindo o valor na revenda

Cor do carro influencia até 2,4% no preço de mercado

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A cor do seu carro pode estar reduzindo o valor na revenda
A cor do carro influencia diretamente no valor de revenda no mercado brasileiro

Na hora de escolher um carro, muita gente olha para preço, consumo e conforto, mas esquece de um detalhe que pode pesar bem no bolso na hora da revenda: a cor. Mais do que uma questão de gosto, o tom da lataria influencia diretamente na desvalorização do veículo e essa diferença aparece mesmo quando os carros são idênticos em modelo e ano.

Como a cor branca se tornou referência para calcular a desvalorização

Para medir o impacto das cores, os levantamentos usam a cor branca como base de comparação, por ser uma das mais presentes na frota e disponível em vários tipos de pintura. Primeiro se define o preço médio do modelo na cor branca em determinada região e, a partir daí, calcula-se quanto as outras cores valorizam ou desvalorizam.

Um exemplo ajuda a visualizar: se um modelo X branco custa R$ 50.000 e a versão vermelha desse mesmo modelo apresenta valorização de 1,5%, o preço sobe para R$ 50.750. Esses percentuais variam conforme a região, o segmento do veículo e até o momento econômico, mas sempre tendo o branco como ponto de partida.

A cor do seu carro pode estar reduzindo o valor na revenda
Pintura e brilho fazem toda diferença – Créditos: depositphotos.com / kirasir

Quais cores mais desvalorizam o carro em cada região do Brasil

Quando se olha para as regiões do país, a influência da cor na desvalorização muda bastante. De forma geral, a cor prata aparece como a mais popular entre os veículos, enquanto o tipo de pintura (sólida, metálica ou perolizada) não demonstra grande impacto isolado na perda de valor.

Algumas tonalidades se destacam negativamente em diferentes estados, mostrando que o “gosto regional” também interfere na revenda. Abaixo, alguns exemplos de como determinadas cores podem pesar mais ou menos no bolso conforme a localidade:

  • Nordeste: cor preta impacta negativamente em até 1,4% em relação à branca.
  • Restante do país: preto causa desvalorização de até 1% em média.
  • Região Norte (exceto Tocantins): azul tem queda bem acima da média, cerca de 2,4%, contra 0,9% no restante do país.
  • São Paulo: veículos pretos registram a maior desvalorização quando comparados à cor branca.
  • Rio de Janeiro: amarelo é o tom que mais perde valor, com -2,4%, cenário influenciado pela forte presença de táxis amarelos.
  • Minas Gerais, Bahia e Sergipe: verde é a cor que mais derruba o preço, com recuo de cerca de 1,3%.
  • Paraná: a mesma cor verde cai ainda mais, em torno de 1,7%.
  • Santa Catarina: azul é a que mais pesa negativamente, com cerca de -2%.
  • Rio Grande do Sul: amarelo é o tom com maior perda, por volta de -1,5%.
  • Ceará, Piauí e Maranhão: verde, amarelo e azul tendem a puxar o valor do carro para baixo com mais força.

Como carros grandes e esportivos reagem a cores chamativas

Nem todos os segmentos seguem o mesmo padrão de desvalorização por cor. Nos veículos compactos, médios e SUVs em geral, o comportamento costuma ficar mais próximo da média nacional, já que o público busca cores neutras e facilidade de revenda.

Nos automóveis grandes (excluindo SUVs e utilitários), aparecem desvios significativos, principalmente em cores mais ousadas. Nesse grupo, marrom e vermelho podem trazer leve valorização, enquanto verde e amarelo derrubam o valor bem acima da média, e esportivos aceitam melhor tons como amarelo e laranja, embora ainda sofram impacto fora desse nicho.


Confira a publicação do Auto Especialista com Tarcisio Dias, no YouTube, com a mensagem “Quais as cores que mais desvalorizam seu carro?”, destacando impacto da cor no valor de revenda, análise de preferência e mercado e o foco em ajudar na escolha mais estratégica:

Como as cores mais visíveis podem influenciar a segurança

Além do impacto no preço, existe um ponto pouco comentado: a segurança. Cores muito discretas podem se misturar facilmente ao ambiente, como um carro cinza ou prateado em asfalto escuro num dia nublado ou com chuva.

Já veículos com cores mais chamativas, como amarelo, laranja ou alguns tons de vermelho, costumam ser mais visíveis à distância, ajudando na identificação em pistas movimentadas ou com baixa luminosidade. Isso não substitui direção defensiva e equipamentos de segurança, mas mostra que o tom escolhido também pode ter um papel prático além da estética e da revenda.