Automobilismo
Clube Europeu sinaliza proposta de R$ 74 milhões por Erick Pulga
Bahia recusou a proposta e manteve o jogador no elenco
O interesse do CSKA Moscou em Erick Pulga reacendeu o debate sobre o papel do Bahia no mercado da bola e sobre a força financeira dos clubes nordestinos em 2026. O atacante de 25 anos recebeu uma proposta que giraria em torno de 10 milhões de euros fixos, mais bônus por desempenho, mas o Tricolor decidiu manter o jogador, indicando que o clube já não se vê obrigado a negociar a qualquer custo e passa a tratar saídas como decisões estratégicas.
Como a SAF e o Grupo City mudaram o cenário financeiro do Bahia
Desde a transformação em Sociedade Anônima do Futebol (SAF) e a entrada do Grupo City no controle, o Bahia passou a operar com orçamento mais robusto e planejamento de longo prazo. Nesse contexto, a venda de atletas deixou de ser apenas uma necessidade emergencial de caixa e passou a ser uma escolha alinhada ao projeto esportivo.
Erick Pulga tornou-se símbolo dessa nova postura, já que sua permanência mostra que o clube prioriza competitividade. A ideia é manter pilares do elenco por mais tempo, aumentando a chance de títulos e melhor desempenho em competições nacionais e continentais.
Confira a publicação do erickpulga, no Instagram, com a mensagem “🙏🏾🙏🏾”, destacando expressão de fé e gratidão, repercussão positiva nos comentários e o foco em agradecer e manter a humildade:
Erick Pulga no Bahia em 2026 e sua importância tática e de mercado
Erick Pulga chegou ao Bahia vindo do Ceará, em negócio de cerca de 3 milhões de euros, e já soma mais de 50 partidas pelo clube. Mesmo sem números superlativos, contribui com gols, assistências e participação ativa na construção das jogadas, consolidando-se como titular frequente.
No campo, o atacante atua majoritariamente pelas pontas, infiltrando na área e ajudando na recomposição defensiva, algo valioso em um time que disputa várias frentes. Fora de campo, o contrato até o fim de 2029 garante força ao Bahia na mesa de negociações e reduz o risco de perda sem retorno financeiro.
Por que o Bahia recusou a proposta do CSKA Moscou por Erick Pulga
A diretoria avaliou que os cerca de 10 milhões de euros oferecidos pelo CSKA Moscou não refletem o peso esportivo e o potencial de valorização de Erick Pulga. Em 2026, o Bahia traça objetivos ambiciosos, e abrir mão de um jogador considerado pilar do time traria mais prejuízo técnico do que ganho financeiro imediato.
Além da análise esportiva e econômica, pesou o contexto geopolítico, já que o Grupo City evita negociar com clubes russos desde o agravamento do conflito Rússia-Ucrânia. Dentro dessa lógica, a recusa foi construída a partir de fatores estratégicos, como os abaixo:
- Importância técnica: titular ou primeira opção no ataque, influencia diretamente o desempenho em campo.
- Contrato longo: vínculo até 2029 reduz qualquer pressão temporal para vender.
- Momento financeiro: o modelo SAF diminui a urgência por receitas imediatas via transferências.
- Potencial de valorização: boas atuações em 2026 podem elevar o patamar de futuras ofertas.
Vale mais manter Erick Pulga agora ou negociar em outra janela
Manter Erick Pulga garante estabilidade ao sistema ofensivo, preserva um atleta adaptado ao clube e agrada à torcida. Ao mesmo tempo, o desempenho do jogador em 2026 tende a ser acompanhado de perto pelo mercado europeu, o que pode gerar novas sondagens em janelas futuras.
Nesse cenário, o Bahia equilibra proteção esportiva e planejamento financeiro, avaliando desempenho, contexto de mercado e reposições possíveis. A postura mais rígida no preço se apoia no contrato longo e em finanças organizadas, permitindo escolher o melhor momento para ouvir propostas mais altas.
Confira a publicação do ecbahia e erickpulga, no Instagram, com a mensagem “Com açúcar e com afeto! @erickpulga cruzou…”, destacando assistência decisiva para o Esquadrão, cruzamento na cabeça de @evertonri e o foco em valorizar desempenho e vitória do Bahia:
O que o caso Erick Pulga revela sobre o futuro do Bahia SAF
A negociação frustrada com o CSKA Moscou funciona como termômetro da nova fase do Bahia SAF. O clube envia ao mercado a mensagem de que não quer ser apenas vendedor de talentos por valores intermediários, mas sim atuar em patamares próximos aos principais clubes do país.
Essa postura tende a impactar imagem institucional, gestão de elenco e relação com a torcida, fortalecendo o projeto a médio e longo prazo. Ao estabelecer limites claros para liberar seus destaques, o Bahia busca combinar competitividade em campo com sustentabilidade financeira consistente.