Automobilismo
Como economizar 50% de combustível em qualquer carro com truque simples usando vapor de gasolina
Economizar combustível é quase um esporte nacional, ainda mais com os preços atuais. A partir de um experimento real, feito na garagem de casa, surgiu a curiosidade de aproveitar o vapor de gasolina do tanque para tentar reduzir o consumo no dia a dia, usando um tipo de sistema de economia de combustível alternativo que muita gente começou a discutir em fóruns e redes sociais.
Como surgiu a ideia de economizar até 50% de combustível
Tudo começou com um motorista curioso, disposto a testar, na prática, algo que muitos viam apenas em vídeos e fóruns sobre economia de combustível. Em vez de investir em peças de performance caras ou remapeamentos de central eletrônica, ele decidiu usar o que já existe no carro: o vapor de combustível que normalmente é descartado pelo sistema original.
O resultado inicial foi um salto de consumo de cerca de 4,8–5 km/l na cidade para algo em torno de 8 km/l, quase uma redução de 50% no gasto por quilômetro rodado. Esses números, porém, vêm de um experimento isolado, sem validação científica ampla, e podem variar conforme veículo, tipo de uso, regulagem e até qualidade do combustível.

O que é o sistema de vapor de gasolina usado para tentar economizar combustível
Todo carro moderno conta com um sistema de controle de emissões evaporativas que lida com os gases que se formam dentro do tanque. Em vez de deixar esse vapor ir direto para a atmosfera, o veículo passa esses gases por um filtro chamado canister de carvão ativado, que retém parte dos compostos mais nocivos antes da liberação.
No experimento mostrado, a ideia foi aproveitar esse vapor de forma mais direta e constante, aumentando seu uso na alimentação do motor. Em vez de depender apenas do controle original, o motorista criou um caminho adicional para que mais vapor de combustível seja enviado ao coletor de admissão, fazendo o motor queimar não só o combustível líquido, mas também uma parcela maior de vapor.
Como funciona na prática o sistema de vapor de gasolina adaptado
O funcionamento é relativamente simples, mas exige entender o básico do caminho que o vapor de gasolina faz dentro do carro. Originalmente, o gás sai do tanque, entra no canister, é filtrado e, em momentos definidos pela central eletrônica, parte dele é mandada para o motor através da válvula de purga, ajudando a reduzir emissões.
No projeto caseiro, foram instalados conectores em “T” nas mangueiras para desviar uma fração maior desse vapor diretamente para o coletor, mantendo o sistema original de evaporação ainda ativo. Em muitos relatos, utiliza-se também uma pequena torneira de ajuste para dosar o fluxo, evitando excesso de ar ou mistura desequilibrada.
Quais são as etapas básicas do trajeto do vapor de gasolina adaptado
Para facilitar o entendimento do trajeto e da modificação, é útil visualizar o caminho do vapor e onde o sistema caseiro faz a intervenção. Abaixo estão as principais etapas, tanto do funcionamento original quanto do desvio criado no experimento.
- O vapor sai do tanque por uma mangueira original do sistema de evaporação.
- Esse vapor normalmente entra no canister, onde passa pelo carvão ativado.
- Uma parte é liberada para a atmosfera como ar mais limpo, dentro dos limites de emissões.
- Outra parte é encaminhada ao motor em momentos específicos, controlados pela válvula de purga.
- No sistema adaptado, um “T” desvia mais vapor diretamente ao coletor de admissão, sem esperar o comando original.
- O motor passa a queimar mais vapor, o que tende a permitir menor uso de combustível líquido pelos bicos injetores.
Confira a publicação do Diego Faustino #68, no YouTube, com a mensagem “Como economizar 50% de combustível em qualquer carro”, destacando dicas de economia no consumo e o foco em reduzir gastos com combustível:
Quais resultados reais esse sistema de economia de combustível apresentou
Em vez de ficar só na teoria, o motorista rodou com o carro por cerca de dois a três meses, observando o consumo de combustível no uso diário. Na cidade, antes da adaptação, o veículo fazia algo próximo de 4 a 5 km/l em trechos travados; depois, as parciais passaram a mostrar números próximos de 7 a 8 km/l, chegando em alguns momentos a valores um pouco superiores.
Em rodovia, a 100 km/h, também houve indicação de melhora, embora o foco principal fosse o trânsito urbano. O carro manteve funcionamento aparentemente normal: sem falhas perceptíveis, sem perda clara de força e sem acender luz de injeção, já que o sistema original de injeção eletrônica não foi desativado, apenas complementado com um controle de fluxo de vapores.