Automobilismo
Como evitar o superaquecimento do motor com cuidados simples e baratos
Líquido baixando sem vazamento aparente
Quem já se assustou ao ver o reservatório do carro fervendo ou o nível do líquido de arrefecimento sumindo aos poucos sabe que o superaquecimento do motor não é algo raro. Esse tipo de situação pode levar a danos caros, como reparo de cabeçote ou até a necessidade de refazer todo o motor. A boa notícia é que existem formas simples de entender o que está acontecendo e evitar que o problema avance em silêncio.
Como o líquido correto ajuda a evitar o superaquecimento do motor
Um dos fatores mais ignorados é a diluição correta do aditivo no sistema de arrefecimento. Quando se usa apenas água, sem aditivo, a evaporação acontece com muito mais facilidade, já que o ponto de ebulição fica próximo de 100 °C, bem abaixo do suportado por uma mistura adequada.
O aditivo eleva o ponto de ebulição e ajuda a controlar a corrosão interna, permitindo que a mistura suporte temperaturas próximas de 120 °C, dependendo da proporção recomendada. Quando a proporção está errada ou o aditivo não é utilizado, a água ferve antes do esperado, gera vapor em excesso e favorece vazamentos e superaquecimento.

Como usar corretamente o líquido de arrefecimento no dia a dia
Além de seguir a especificação do fabricante, alguns cuidados simples com o tipo de água, a proporção de aditivo e os prazos de troca fazem grande diferença na durabilidade do sistema. Esses pontos evitam corrosão, entupimentos internos e reduzem o risco de fervura em situações de maior exigência do motor.
- Sempre usar água desmineralizada, evitando água de torneira, que pode causar corrosão e incrustações.
- Respeitar a proporção indicada no manual, sem “chutar” a quantidade de aditivo na hora de completar.
- Não misturar marcas e tipos de aditivo, para não comprometer as propriedades químicas do fluido.
- Substituir o líquido no intervalo recomendado, sobretudo em carros que ficaram muito tempo parados.
Como encontrar vazamentos invisíveis no sistema de arrefecimento
Quando o líquido continua sumindo e não há sinais óbvios de vazamento, um teste de pressão no sistema pode revelar problemas que não aparecem a olho nu. Usa-se uma bomba manual com adaptadores que substituem a tampa do reservatório, simulando a pressão de trabalho com o motor frio.
Se a pressão não se sustenta, há indicação clara de fuga em algum ponto, permitindo investigar mangueiras, conexões, radiador, carcaça da válvula termostática e até possível passagem de líquido para a câmara de combustão. Esse teste evita trocas desnecessárias de peças e ajuda a chegar mais rápido à causa real do superaquecimento.
A tampa do reservatório do sistema de arrefecimento estraga mesmo
A tampa do reservatório de expansão funciona como uma válvula de controle de pressão, semelhante à de uma panela de pressão. Ela mantém o sistema selado dentro de uma faixa específica de pressão, elevando o ponto de ebulição do líquido de arrefecimento e reduzindo o risco de fervura precoce.
Quando está defeituosa, a tampa pode não segurar a pressão correta, permitindo a saída de ar e vapor, o que favorece a perda de líquido e o superaquecimento. O mesmo conjunto de bomba e adaptador usado no sistema pode testar a tampa isoladamente, verificando se ela atinge e mantém a pressão especificada, inclusive em peças recém-compradas.
Confira a publicação do CAR UP Dicas Automotivas, no YouTube, com a mensagem “Evita o superaquecimento do motor e muitos outros problemas!”, destacando prevenção contra superaquecimento do motor, alerta sobre falhas mecânicas comuns e o foco em evitar danos e gastos com manutenção:
Quais hábitos simples ajudam a evitar o motor fervendo
Além de entender como o sistema de arrefecimento funciona, alguns cuidados de rotina reduzem bastante a chance de o motor ferver no meio do caminho. Eles podem ser combinados com revisões periódicas e testes de estanqueidade, especialmente em carros mais antigos ou que ficaram muito tempo parados.
Para organizar esses cuidados no dia a dia, vale montar um checklist básico focado em evitar o superaquecimento e preservar o motor por mais tempo, seja pelo próprio motorista ou com apoio do mecânico de confiança.
- Conferir o nível do líquido de arrefecimento com o motor frio, observando qualquer queda repetida.
- Observar sinais de fervura no reservatório, como borbulhas constantes ou cheiro forte após trajetos curtos.
- Verificar o funcionamento da ventoinha, certificando-se de que ela liga na temperatura correta.
- Checar o interruptor térmico (cebolão), que aciona a ventoinha e pode falhar silenciosamente.
- Solicitar teste de pressão do sistema e da tampa em oficinas que possuam o equipamento adequado.
- Ficar atento a vazamentos na válvula termostática ou em regiões muito quentes do motor, onde a água pode evaporar antes de pingar no chão.