Desgaste da pastilha de freio ameaça segurança e encarece manutenção - Super Rádio Tupi
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Automobilismo

Desgaste da pastilha de freio ameaça segurança e encarece manutenção

Pastilha interna pode estar no limite mesmo com externa aparente

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Saiba quando o disco de freio deve ser trocado e usar abaixo da espessura mínima pode comprometer a segurança
Disco abaixo da espessura mínima compromete a frenagem - Créditos: depositphotos.com / AndrewLozovyi

Em um carro em bom estado, o freio é quase imperceptível: o pedal responde bem, o veículo para com segurança e nada de barulhos estranhos. Quando as pastilhas de freio estão desgastadas ou com problema de montagem, porém, o carro começa a “conversar” por meio de ruídos, vibrações e até avisos no painel, e entender esses sinais ajuda a evitar sustos, desgaste prematuro de peças e riscos desnecessários no trânsito.

Como identificar o desgaste das pastilhas de freio

Os primeiros sinais de pastilha de freio gasta nem sempre aparecem só quando o pedal é acionado. O motorista pode ouvir chiados, rangidos ou um som metálico vindo da roda, principalmente em baixas velocidades e rotações mais baixas, às vezes até sem pisar no freio.

Em muitos carros, a pastilha externa parece em bom estado, mas a pastilha interna está quase no fim, o que engana uma avaliação apenas visual. Por isso, oficinas especializadas recomendam conferir o sistema de freio a cada 20 ou 30 mil km, especialmente para quem roda muito em trânsito pesado ou em regiões de serra.

Desgaste da pastilha de freio ameaça segurança e encarece manutenção
Concerto do freio do carro – Créditos: (depositphotos.com / VitalikRadko)

Quais são os sinais perigosos do desgaste irregular das pastilhas

Quando a pastilha gasta de forma irregular, a situação fica mais séria e afeta diretamente a segurança. É comum encontrar um lado da roda com a pastilha praticamente nova e o outro lado quase “no ferro”, com o material de atrito no limite, por travamento de pinos deslizantes da pinça de freio.

Além de reduzir a eficiência da frenagem, esse travamento aquece a roda, aumenta o consumo de combustível e pode danificar o disco de freio. Em carros sem sensor de desgaste, a atenção a ruídos, cheiros de queimado nas rodas e perda de eficiência é essencial para prevenir falhas graves.

Quais problemas ocorrem no disco de freio além do desgaste das pastilhas

Em alguns casos, o disco de freio também sofre com uso incorreto ou falta de manutenção preventiva. Trincas, deformações, sulcos profundos e superfícies vitrificadas indicam que a peça está condenada, mesmo que ainda tenha espessura dentro do limite recomendado.

Em carros com desempenho mais esportivo ou motores turbo, os discos ventilados e perfurados ajudam a dissipar a temperatura, mas não dispensam checagem periódica. Mesmo em conjuntos dimensionados para uso severo, a inspeção após condução intensa ou uso em pista é fundamental para evitar perda súbita de eficiência.

Como funcionam e quando trocar os sensores de desgaste das pastilhas de freio

Alguns modelos contam com sensores de desgaste nas pastilhas dianteiras e traseiras, que encostam no disco quando o material de atrito chega ao limite. Nesse momento, um filamento interno se rompe e envia um sinal para o painel, acendendo uma luz de alerta para verificação do sistema em oficina.

Depois que o aviso aparece no painel, esse sensor não pode mais ser reaproveitado, mesmo com pastilhas novas. É necessário substituir pastilhas e sensores ao mesmo tempo para que o reset do painel seja aceito, mantendo o recurso de alerta ativo e confiável para os próximos ciclos de uso.

Confira a publicação do Mecânica Fácil, no YouTube, com a mensagem “Como saber se as pastilhas de freio estão desgastadas?”, destacando sinais claros de desgaste, verificações simples que o motorista pode fazer e o foco em segurança, manutenção preventiva e economia:

Quais cuidados práticos aumentam a vida útil das pastilhas de freio

Alguns hábitos de direção e manutenção influenciam diretamente no tempo de vida das pastilhas de freio e dos discos. Condutores que descem serra usando apenas o pedal exigem muito mais do sistema do que aqueles que combinam o freio motor com o freio de serviço, elevando temperatura e desgaste.

Para organizar esses cuidados no dia a dia, vale adotar práticas simples que preservam o sistema de freio e reduzem o risco de falhas:

  • Revisão periódica: checar freios a cada 20–30 mil km ou uma vez por ano, conforme o uso.
  • Desmontagem completa: sempre que possível, verificar pastilhas internas e externas, não só o lado visível.
  • Troca do fluido: substituir o fluido de freio anualmente ou a cada 20 mil km para evitar perda de eficiência.
  • Lubrificação dos pinos deslizantes: garantir que os pinos da pinça estejam livres, limpos e bem lubrificados.
  • Atenção a ruídos: investigar rapidamente qualquer chiado, rangido ou barulho metálico nas rodas.
  • Cuidado nas serras: usar freio motor para reduzir a temperatura do sistema e o desgaste das pastilhas.
  • Uso de peças adequadas: optar por pastilhas de freio de qualidade, compatíveis com a especificação do fabricante.

Esses cuidados simples reduzem o risco de falhas, melhoram a segurança e evitam gastos desnecessários com discos trincados ou componentes danificados por falta de manutenção. Quem presta atenção a ruídos estranhos, luzes no painel e “segredos” do carro aprende a reconhecer problemas cedo e encontra um universo de curiosidades automotivas para entender melhor o próprio veículo.