Automobilismo
Nova regra proíbe uso de cordas e correntes para rebocar veículos com pane ou envolvidos em acidentes
Nova regra proíbe cordas e correntes no reboque de veículos com pane ou acidente
A nova regra que proíbe o uso de cordas e correntes para rebocar veículos entrou em vigor no Chile e muda a forma como carros com pane ou envolvidos em acidentes podem ser removidos das vias. A norma busca reduzir manobras improvisadas, especialmente aquelas em que um veículo puxa outro com laços, correntes, cabos elásticos ou amarrações sem padrão técnico.
O que muda com a nova regra de reboque?
A principal mudança é que o reboque feito por veículo particular não pode mais ser realizado com cordas, correntes ou amarrações improvisadas. Quando não houver uso de guincho, a ligação entre o veículo que puxa e o veículo rebocado deve ser feita por uma barra metálica.
A medida vale para veículos motorizados que estejam parados na via pública sem conseguir se deslocar por meios próprios, seja por pane, falha mecânica ou acidente. A ideia é evitar que o veículo rebocado fique instável, se aproxime demais do carro da frente ou perca controle durante curvas, frenagens e cruzamentos.
Por que cordas e correntes foram proibidas?
Cordas, laços e correntes podem parecer soluções rápidas em uma emergência, mas não oferecem o mesmo controle de uma estrutura rígida. Quando o veículo da frente freia, o veículo de trás pode avançar de forma brusca, bater no rebocador ou invadir outra faixa.
Esses improvisos costumam criar riscos como:
- perda de controle do veículo rebocado;
- rompimento da corda durante o trajeto;
- aproximação perigosa entre os veículos;
- dificuldade para fazer curvas com segurança;
- frenagens bruscas sem resposta adequada;
- risco maior para pedestres, ciclistas e outros motoristas.

Como deve ser feito o reboque por veículo particular?
Quando o reboque não for realizado por guincho, o veículo que puxa precisa ter dimensões e peso superiores aos do veículo rebocado. Além disso, a união entre os dois deve ser feita por barra metálica, justamente para garantir mais estabilidade durante a manobra.
A regra também estabelece cuidados durante o trajeto:
- usar barra metálica entre os veículos;
- evitar cordas, laços, correntes e cabos improvisados;
- manter as luzes de direção do veículo rebocado piscando, quando a pane permitir;
- não transportar passageiros no veículo rebocado;
- permitir apenas uma pessoa ao volante do veículo rebocado, para auxiliar a manobra;
- respeitar velocidade reduzida durante todo o percurso.
Qual é o limite de velocidade durante o reboque?
A norma chilena também define velocidades máximas para esse tipo de deslocamento. Em zonas urbanas, o limite é de 30 km/h. Em áreas rurais e interurbanas, o limite sobe para 40 km/h.
Esses limites existem porque um veículo rebocado não responde como um carro em funcionamento normal. Mesmo com barra metálica, a manobra exige mais distância, atenção e coordenação entre os condutores. Quanto maior a velocidade, maior o risco de perda de controle.

O que muda para os guinchos?
O regulamento também trata dos veículos de auxílio, conhecidos como guinchos. Eles podem transportar até dois veículos ao mesmo tempo por mecanismos de içamento. No caso de motocicletas, a quantidade depende da plataforma de carga e dos elementos de fixação disponíveis.
Durante as manobras, esses veículos devem usar dispositivos luminosos e elementos refletivos. A exigência reforça a necessidade de sinalização, especialmente em locais com tráfego intenso, baixa visibilidade, acostamentos estreitos ou atendimento após acidentes.
Qual é a lição para motoristas?
A nova regra mostra que rebocar um carro com pane não deve ser tratado como improviso simples. Mesmo quando a intenção é tirar o veículo rapidamente da via, o método usado pode criar risco maior do que a própria pane, principalmente quando há corda frouxa, corrente pesada ou motorista sem experiência no veículo rebocado.
No fim, a recomendação mais segura é acionar guincho sempre que possível. Se o reboque particular for permitido e inevitável, deve seguir as exigências técnicas, usar barra metálica, manter sinalização adequada e trafegar em baixa velocidade. Em situações de acidente, tráfego intenso ou falha grave, improvisar pode transformar uma emergência em outro problema.