Automobilismo
Planejar manutenção preventiva ajuda a reduzir custos e evitar paradas inesperadas
Custos extras surgem quando a manutenção é feita só na quebra
Falar de carro não é só comentar sobre modelo, potência ou consumo. Nos bastidores de qualquer veículo, existe um ponto que costuma passar despercebido: a manutenção veicular. E é justamente aí que entra a grande dúvida de muita gente que lida com carro no dia a dia: qual é, na prática, a diferença entre manutenção preventiva e manutenção corretiva, e como isso impacta diretamente no bolso, no tempo e até na rotina de trabalho?
O que muda entre manutenção preventiva e corretiva
A manutenção preventiva é feita antes do problema aparecer. São revisões programadas, trocas de óleo, verificação de freios, filtros, pneus e outros itens básicos que evitam falhas inesperadas no uso diário do veículo.
Já a manutenção corretiva acontece quando o carro já apresentou defeito e precisa ir à oficina às pressas. Em frotas, essa diferença influencia diretamente a disponibilidade dos veículos e a organização da operação.
Quanto custa ignorar a manutenção preventiva
Ao longo da vida útil de um carro, quem aposta apenas em manutenção corretiva gasta, em média, cerca de 43% a mais do que gastaria seguindo um plano de manutenção preventiva com revisões regulares e controle de quilometragem.
Em uma gestão de frotas, esse impacto se multiplica. Em uma operação com 100 veículos, um custo planejado de R$ 1.000 por semestre em manutenção preventiva pode subir para R$ 1.430 quando a empresa deixa tudo para a corretiva, gerando R$ 43.000 extras em apenas um semestre.

Por que a manutenção corretiva consome tanto tempo
A manutenção corretiva não pesa só no orçamento, mas também na agenda. Estudos mostram que, durante o ciclo de vida de um veículo, quem não faz manutenção preventiva acaba indo cerca de 14 vezes a mais à oficina, com mais agendamentos, esperas e interrupções no uso.
Em uma frota de 100 carros, essas idas extras à oficina por semestre geram um desafio logístico constante, com veículos entrando em horários aleatórios, possibilidade de aluguel emergencial e aumento do risco de atrasos em entregas ou serviços.
Quais são os principais riscos de depender só da manutenção corretiva
O maior risco da manutenção corretiva é o carro parar justamente quando mais se precisa dele, como em fim de mês, prazos apertados ou dias de chuva forte. Nessas horas, um defeito inesperado pode travar entregas, atendimentos e toda a equipe envolvida.
Além da pane em si, surgem diversos custos indiretos e impactos na operação que precisam ser administrados rapidamente. Entre eles, destacam-se:
- aluguel de outro veículo em cima da hora;
- remanejamento de rotas e motoristas às pressas;
- cancelamento ou reagendamento de entregas e atendimentos;
- perda de produtividade da equipe que fica parada aguardando solução;
- maior desgaste com clientes por problemas de prazo.
Confira a publicação do Cobli, no YouTube, com a mensagem “Qual a Diferença entre Manutenção Preventiva e Corretiva?”, destacando diferenças entre preventiva e corretiva, custos, planejamento e redução de falhas e o foco em otimizar a gestão de frotas:
Como organizar uma rotina de manutenção preventiva na prática
Planejar a rotina de manutenção preventiva exige disciplina e organização, não grandes estruturas. Muitas frotas organizadas reservam um momento no início de cada mês para revisar dados de cada veículo em um sistema de gestão de frota ou planilha.
A partir dessa análise, é possível identificar quais carros estão próximos da quilometragem ou data de revisão e programar a ida à oficina em dias de menor movimento. Com isso, o gestor combina serviços com antecedência, confirma peças necessárias e reduz o tempo do veículo parado.
Quais boas práticas ajudam a economizar com manutenção veicular
Algumas boas práticas de manutenção simples ajudam a transformar a manutenção preventiva em rotina. O ideal é enxergar revisão como parte natural do uso do carro, e não apenas resposta a barulhos estranhos ou luzes acesas no painel.
Entre as ações que costumam trazer resultados positivos e contribuem para reduzir quebras, manter o veículo disponível e alongar sua vida útil, destacam-se:
- definir um calendário de revisões por quilometragem ou tempo;
- registrar todas as manutenções feitas em um histórico organizado;
- utilizar sempre a mesma oficina de confiança, quando possível;
- verificar indicadores como custos por veículo e frequência de idas à oficina;
- comparar o desempenho da própria frota com dados médios do mercado.