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Automobilismo

Rodar frequentemente na reserva pode causar desgaste no sistema de combustível

Rodar na reserva aumenta desgaste da bomba de combustível

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Rodar frequentemente na reserva pode causar desgaste no sistema de combustível
Rodar com pouco combustível pode danificar a bomba - Créditos: (depositphotos.com / alancrosthwaite)

Tanque na reserva é quase um personagem à parte na rotina de quem dirige: sempre aparece aquela dúvida se rodar com pouco combustível “queima a bomba de combustível” ou se é só mais uma história repetida por todo mundo. Olhando por dentro do sistema de alimentação, dá para entender o que realmente acontece dentro do tanque de combustível e por que esse hábito pode, sim, encurtar a vida útil da bomba – mas não exatamente do jeito que muita gente imagina.

Andar com o carro na reserva queima a bomba de combustível?

A bomba de combustível dos carros modernos fica instalada dentro do tanque, mergulhada no próprio combustível. Ele refrigera a bomba, lubrifica componentes internos e mantém o conjunto submerso, mesmo com o carro balançando em curvas, buracos e frenagens.

O medo de que uma única passada na reserva vá queimar tudo de uma vez não corresponde ao funcionamento real do sistema. O que pesa é o hábito constante de rodar com o tanque quase seco, pois a bomba fica menos imersa, esquenta mais e pode sofrer cavitação, aumentando o desgaste ao longo do tempo.

Rodar frequentemente na reserva pode causar desgaste no sistema de combustível
Tanque na reserva – Créditos: (depositphotos.com / albund)

Como a sujeira do tanque interfere no sistema de combustível

Um dos argumentos mais repetidos é o de que andar na reserva faria a bomba “puxar a sujeira do fundo do tanque”. O pescador de combustível, porém, fica alguns milímetros acima do fundo para evitar as partículas mais pesadas, que tendem a ficar depositadas nessa região na maior parte do tempo.

Quando o nível cai demais, cada curva, lombada ou freada mexe muito mais o que está dentro do tanque. Esse movimento gera turbulência, agita o fundo e coloca partículas em suspensão no combustível, encurtando o caminho até a entrada da bomba, especialmente em carros que usam combustível adulterado ou de baixa qualidade.

De que forma o tanque baixo afeta a bomba de combustível

Além da turbulência, existe o copo da bomba, um pequeno reservatório interno onde a bomba fica instalada para se manter coberta de combustível. Com o tanque cheio, esse copo vive transbordando; já com o tanque muito baixo, ele depende mais do retorno de combustível da linha e qualquer entrada de ar pode deixá-lo parcialmente vazio.

Nessas condições, a bomba de combustível pode trabalhar menos submersa, com mais temperatura e atrito interno, reduzindo sua durabilidade. A maior quantidade de partículas em suspensão também força o pré-filtro e o filtro de combustível, podendo prejudicar a pressão de alimentação dos bicos injetores e o desempenho do motor.

Principais sinais de que a bomba de combustível está sofrendo desgaste

Alguns sintomas chamam atenção quando a bomba de combustível começa a operar no limite. O mais comum é um ruído diferente vindo do tanque ao ligar o carro, com som mais forte, irregular ou prolongado, muitas vezes acompanhado de pequenas falhas de alimentação.

Além do som, outros comportamentos do carro podem indicar problema na bomba ou no pré-filtro. Entre os sinais mais comuns estão situações em que o motor demonstra dificuldade para receber combustível de forma adequada:

  • Dificuldade para dar partida, principalmente depois do carro parado algum tempo.
  • Oscilações de rotação em marcha lenta, como se o motor “respirasse” irregularmente.
  • Engasgadas em retomadas ou subidas, principalmente com o tanque mais vazio.
  • Falhas que diminuem ou somem depois de encher o tanque de combustível.
  • Perda de desempenho em alta velocidade, como se o carro “amarrasse”.


Confira a publicação do MANUTENÇÃO ECONÔMICA – MARCO MOCELLIN, no YouTube, com a mensagem “Tanque na Reserva: Verdade ou Mito?”, destacando uso da reserva e riscos à bomba, esclarecimento técnico automotivo e o foco em evitar danos e gastos desnecessários:

Andar sempre na reserva é mito ou causa de problemas futuros

Para reduzir o risco de falhas no sistema de combustível e evitar gastos inesperados, alguns cuidados simples no dia a dia ajudam bastante:

  • Evitar deixar o marcador colar na reserva com frequência; abastecer antes de chegar no limite.
  • Seguir o intervalo de troca do filtro de combustível previsto no manual do carro.
  • Pedir inspeção do tanque de combustível em veículos mais antigos, principalmente com mais de 10 ou 15 anos.
  • Observar barulhos diferentes no momento de ligar o carro e não ignorar mudanças repetidas.
  • Desconfiar de combustível de procedência duvidosa, que pode acelerar o desgaste da bomba.

Relatórios de fabricantes indicam que rodar na reserva de vez em quando não costuma causar dano imediato. Porém, transformar esse comportamento em rotina favorece desgaste prematuro, com mais aquecimento da bomba, mais cavitação, mais sujeira em suspensão e maior esforço sobre pré-filtros e filtros.