Automobilismo
Toyota planeja nova Hilux híbrida que pode ampliar espaço das picapes médias e grandes no Brasil
Toyota planeja Hilux híbrida e picape grande até 2028
A chegada da nova geração da Toyota Hilux e de uma futura picape grande da marca movimenta o segmento de caminhonetes na América do Sul. As novidades envolvem mudanças de design, tecnologia e uma estratégia industrial que coloca a fábrica de Zárate, na Argentina, como peça central, com produção escalonada até o fim da década e foco em disputar diferentes faixas do mercado de picapes no Brasil.
Principais mudanças da nova Toyota Hilux no Brasil
A Hilux de nona geração, já apresentada globalmente, deve reforçar a presença da Toyota entre as picapes médias. Montada na Argentina, a Hilux G9 deve chegar ao Brasil por volta de 2027, após início da produção em Zárate previsto até o fim de 2026, considerando ajustes de linha e homologações.
Do ponto de vista mecânico, a nova Hilux manterá o motor 2.8 turbodiesel de quatro cilindros, com cerca de 204 cv, já utilizado hoje. A grande novidade será o sistema híbrido leve de 48 Volts, com pequeno motor elétrico de cerca de 16 cv, bateria de íons de lítio e foco em reduzir consumo e emissões em uso urbano e rodoviário.

Tecnologias previstas para a nova Hilux e o SW4
A nova Toyota Hilux deve adotar uma cabine mais moderna, com foco em conectividade, segurança ativa e conforto em uso rodoviário e urbano. São esperadas centrais multimídia maiores, atualizações remotas de software e novos recursos de integração com smartphones.
A versão SUV derivada, o SW4, deve acompanhar essa evolução com ganhos em isolamento acústico, acabamento e pacotes de assistência ao motorista. A tendência é ampliar assistentes de condução, melhorar a central multimídia e incluir soluções de conveniência voltadas ao uso familiar e ao off-road leve.
Motores e níveis de eletrificação da futura picape grande
Fontes ligadas ao projeto indicam que a futura picape da Toyota para a América do Sul será lançada inicialmente apenas com motor a combustão. Em uma segunda etapa, devem surgir versões com algum nível de eletrificação, incluindo opções híbridas e, possivelmente, variantes totalmente elétricas.
Dependendo da aceitação do público e de incentivos governamentais, essa transição poderá ser acelerada para atender normas de emissões mais rigorosas. A proposta é combinar robustez de chassi, boa capacidade de carga e reboque com soluções de eficiência energética adaptadas à realidade sul-americana.
Impactos da nova Hilux e da picape grande no mercado brasileiro
Com a nova Toyota Hilux prevista para 2027 e a possível picape grande para 2028, o mercado de caminhonetes no Brasil tende a passar por forte renovação. Concorrentes já trabalham com motores turbodiesel otimizados, alternativas híbridas e propulsores V8 ou V6 turbo a gasolina voltados ao uso recreativo.
Para quem usa picapes no trabalho, a ampliação da oferta pode significar maior variedade de configurações de carga, cabine e tração. Já para uso misto, trabalho e família, cresce a oferta de versões com mais tecnologia embarcada, pacotes de segurança ampliados e recursos de conforto em estrada e cidade.
Confira a publicação do BF///MS, no YouTube, com a mensagem “Finalmente!!!! Com vocês a nova Toyota Hilux!”, destacando apresentação da nova geração da Hilux e o foco em mostrar as novidades da picape ao público:
Destaques da estratégia de picapes da Toyota na América do Sul
A estratégia da Toyota para a região combina diferentes tamanhos de picapes e níveis de eletrificação, com produção concentrada em Zárate. A seguir, estão alguns pontos centrais que sintetizam o plano da marca para os próximos anos no mercado sul-americano.
- Hilux G9: foco em picapes médias, com diesel e sistema híbrido leve;
- Picape grande Toyota: posicionamento acima da Hilux, inspirada na Tacoma;
- Produção em Zárate: centro de exportação para o Brasil e outros países da região;
- Eletrificação gradual: motores a combustão na largada, seguidos de versões híbridas e, futuramente, elétricas.
Pontos para acompanhar sobre as novas picapes da Toyota
Alguns fatores devem ser observados por quem acompanha o universo das picapes e, em especial, a trajetória da nova Toyota Hilux no Brasil. O calendário industrial da fábrica argentina, novas regras de emissões e a demanda regional por veículos eletrificados podem influenciar prazos e configurações finais.
- Homologação da Hilux G9 no Brasil, prevista para ocorrer antes do início das vendas;
- Definição das versões híbridas leves e seus níveis de potência e torque;
- Confirmação oficial da picape grande da Toyota para a América do Sul;
- Anúncio de detalhes sobre motorização, plataforma e dimensões do novo modelo;
- Adaptações da rede de concessionárias para atender picapes híbridas e, mais adiante, elétricas.
Dessa forma, a combinação entre a nova Toyota Hilux e o projeto de uma caminhonete maior indica um movimento de longo prazo da marca na região. A aposta em múltiplos tamanhos de picapes, do turbodiesel tradicional à eletrificação, tende a redesenhar a participação da Toyota em um dos segmentos mais competitivos do mercado automotivo brasileiro até o fim desta década.