Automobilismo
Troca do aditivo do radiador pode evitar prejuízo alto no motor
Mistura correta garante proteção
Trocar o aditivo do radiador pode parecer detalhe, mas é um daqueles cuidados que seguram a saúde do motor por muitos anos. No caso do Up TSI mostrado na transcrição, a manutenção veio depois de um vazamento no serviço dos bicos injetores e acabou virando exemplo prático de como o fluido de arrefecimento influencia desde a temperatura até a corrosão interna do motor.
Por que o fluido de arrefecimento é importante para o motor
O sistema de arrefecimento mantém o motor na faixa de temperatura ideal e evita variações bruscas de calor. Quando o fluido está velho, contaminado ou abaixo do nível, aumentam as chances de oxidação, corrosão e entupimento de canais internos, afetando peças metálicas e componentes plásticos.
Com o tempo, esse descuido compromete tubulações, selos, juntas e até colas usadas na montagem do motor. A falta de troca do líquido de arrefecimento pode levar ao superaquecimento, empeno de cabeçote e até à famosa “fusão” do motor, gerando reparos que podem ultrapassar facilmente os 4 a 6 mil reais.

Diferença entre água desmineralizada e água da torneira no sistema de arrefecimento
Na troca mostrada no vídeo, foi usada água desmineralizada em conjunto com o aditivo do radiador, justamente para reduzir riscos de corrosão. A água comum de torneira traz cloro e sais minerais que, em contato com o metal do motor, aceleram oxidação, formam depósitos e podem entupir passagens estreitas de água.
Já a água desmineralizada passa por tratamento específico e não contém cloro nem sais, sendo indicada tanto para misturar com o fluido quanto para enxaguar o sistema. No caso citado, foram usados cerca de 6 litros de água desmineralizada para lavar o circuito, até a água sair praticamente transparente pela mangueira de retorno.
Principais tipos de aditivo de radiador e como escolher o ideal
O mercado oferece basicamente três tipos de fluido de arrefecimento: sintético, orgânico e híbrido. Na prática, os mais fáceis de encontrar são o sintético e o orgânico, enquanto o híbrido nem sempre está disponível em todas as lojas.
Na experiência relatada, a escolha foi pelo aditivo sintético, principalmente pelo custo mais baixo e pela boa proteção contra corrosão. Cada tipo tem características próprias de durabilidade, composição e intervalo de troca, o que influencia diretamente na manutenção do veículo.
- Sintético: produzido em laboratório com aditivos químicos específicos, vida útil aproximada de 2 anos e preço geralmente mais acessível.
- Orgânico (Long Life): baseado em componentes de origem orgânica, vida útil em torno de 5 anos e custo mais elevado, mas com maior intervalo entre trocas.
- Híbrido: combina características dos dois anteriores e mistura diferentes tecnologias de inibidores de corrosão para proteção ampliada.
Independentemente do tipo, é importante verificar se o fluido atende normas técnicas, como a ABNT NBR 13705, que define requisitos mínimos de qualidade, incluindo ponto de ebulição, pH e desempenho geral na proteção do motor.
Passo a passo básico para a troca do aditivo do radiador
O procedimento básico, como mostrado no Up TSI, é simples, mas requer cuidado para evitar acidentes. É obrigatório trabalhar com o motor totalmente frio, pois abrir o reservatório com o sistema quente pode causar aumento súbito de pressão e jatos de líquido fervente.
Depois de garantir que tudo está frio, segue-se uma sequência lógica: abrir a tampa do reservatório, soltar a mangueira de retorno, direcionar o fluido antigo para um recipiente e circular água pelo sistema até expulsar o líquido velho. Em seguida, repete-se o processo com água desmineralizada até o líquido sair limpo, recoloca-se tudo no lugar e completa-se com a mistura correta de aditivo e água.
Confira a publicação do Torque Bros™ | Dicas Automotivas, no YouTube, com a mensagem “Trocando o aditivo do radiador”, destacando substituição do fluido do sistema de arrefecimento, orientações para manter a eficiência térmica e o foco em prevenir superaquecimento e danos ao motor:
Descarte correto do fluido velho e proporção ideal de aditivo na mistura
O descarte correto do fluido antigo é fundamental para evitar contaminação do meio ambiente. Esse material não deve ser jogado em pia, ralo, calçada ou solo, devendo ser levado a oficinas ou locais que façam troca de óleo e fluido, pois eles encaminham o resíduo para empresas especializadas.
Na preparação da nova mistura, a proporção entre aditivo e água desmineralizada é decisiva para o desempenho do sistema. No fluido sintético usado no Up TSI, a recomendação era de cerca de 40% de aditivo e 60% de água, enquanto alguns aditivos orgânicos pedem 50% para cada, elevando o ponto de ebulição e reduzindo a corrosão interna.