Pequeno e difícil de perceber: o carrapato com uma estrela nas costas que pode representar um perigo para cães e gatos - Super Rádio Tupi Carrapato com estrela nas costas ameaça cães e gatos até no outono
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Pequeno e difícil de perceber: o carrapato com uma estrela nas costas que pode representar um perigo para cães e gatos

Pequeno e difícil de identificar, o carrapato-estrela-solitária pode transmitir doenças aos pets e exige atenção dos tutores mesmo após o verão.

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Pequeno e difícil de perceber: o carrapato com uma estrela nas costas que pode representar um perigo para cães e gatos
Carrapato-estrela-solitária possui uma marca branca nas costas e pode representar riscos à saúde de cães e gatos mesmo durante o outono - Imagem ilustrativa criada por inteligência artificial

Um carrapato pequeno, marcado por uma estrela clara, pode passar despercebido durante passeios com cães e gatos. Nos Estados Unidos, o outono não elimina esse risco. Reconhecer o parasita e manter os cuidados ajuda a proteger os animais de infestações e doenças.

O que é o carrapato com uma estrela nas costas?

O Amblyomma americanum, chamado de carrapato-estrela-solitária ou lone star tick, ocorre principalmente na América do Norte. A fêmea adulta apresenta uma marca branca nas costas, semelhante a uma estrela, característica que facilita sua identificação durante uma inspeção cuidadosa.

Apesar do nome parecido, essa espécie não é o mesmo carrapato-estrela encontrado no Brasil, identificado como Amblyomma sculptum. A diferença é importante para evitar confusões, sobretudo quando informações sobre riscos em animais norte-americanos circulam entre tutores brasileiros.

Pequeno e difícil de perceber: o carrapato com uma estrela nas costas que pode representar um perigo para cães e gatos
Pequeno e difícil de perceber: o carrapato com uma estrela nas costas que pode representar um perigo para cães e gatos – Imagem ilustrativa criada por inteligência artificial

Por que esse carrapato merece atenção também no outono?

Com a chegada de outubro nos Estados Unidos, muitos tutores reduzem a vigilância depois do verão. Entretanto, carrapatos ainda podem representar uma ameaça em jardins, gramados e áreas de vegetação, tornando a prevenção necessária também nos meses mais frescos.

Além do incômodo provocado pela picada, o carrapato-estrela-solitária pode transmitir agentes infecciosos. Entre eles está a bactéria Ehrlichia ewingii, associada à erliquiose canina. Por isso, encontrar um parasita aderido ao animal exige atenção, mesmo quando ele parece saudável.

Abaixo, um vídeo do canal Companion Animal Parasite Council (CAPC) no YouTube que apresenta informações sobre esse carrapato e sua importância para a saúde dos animais:

Onde procurar carrapatos depois dos passeios?

O exame do corpo deve acontecer após caminhadas em parques, quintais e outros espaços verdes. Como esses ectoparasitas são pequenos, afastar os pelos com calma facilita a busca. A inspeção precisa alcançar regiões menos visíveis, onde o carrapato pode permanecer escondido.

Dê atenção especial às orelhas, aos espaços entre os dedos e às dobras da pele, incluindo axilas e virilhas. Mesmo sem sinais evidentes de coceira, vale procurar pontos aderidos e observar qualquer alteração na pele do cão ou gato.

Durante a verificação, concentre a atenção nestes locais:

  • Orelhas e regiões próximas à cabeça.
  • Espaços entre os dedos das patas.
  • Axilas e dobras da pele.
  • Virilhas e região abdominal.
  • Áreas com pelos densos que dificultam a visualização da pele.

Como retirar o carrapato encontrado no animal?

Se houver um carrapato preso à pele, a retirada precisa ser cuidadosa para evitar machucados. Uma pinça adequada pode ajudar a segurar o parasita próximo à pele, sem esmagá-lo. Em caso de dúvida, o médico-veterinário deve orientar o procedimento.

Depois da remoção, observe o local da picada e o comportamento do animal. Se aparecerem sinais de inflamação ou outras alterações, procure atendimento veterinário. A retirada do carrapato não substitui os cuidados de prevenção contra novas infestações.

Para tornar esse cuidado mais seguro, considere estas orientações:

  • Utilize uma pinça de ponta fina para segurar o carrapato próximo à pele.
  • Puxe cuidadosamente, com movimento firme e contínuo, sem torcer ou esmagar o parasita.
  • Não aplique substâncias irritantes sobre o carrapato enquanto estiver preso ao animal.
  • Observe a região da picada após a retirada.
  • Procure orientação veterinária se houver dificuldade na remoção ou alterações na saúde do pet.

Como manter cães e gatos protegidos durante o ano?

A proteção envolve examinar o animal regularmente, cuidar do ambiente e manter o controle contra carrapatos. Produtos como coleiras e aplicações tópicas podem integrar essa rotina, mas a escolha depende das características e das necessidades de cada pet.

O médico-veterinário deve indicar opções adequadas para cada espécie, porque produtos desenvolvidos para cães não devem ser aplicados indiscriminadamente em gatos. Manter a proteção ao longo do ano e inspecionar os animais após passeios fortalece a segurança da família.