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Tartaruga gigante de 120 kg volta ao oceano após passar 20 anos sob cuidados humanos, depois que especialistas conseguiram tornar possível algo considerado improvável

Tartaruga de 120 kg volta ao oceano após 20 anos e surpreende por superar uma antiga previsão

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Tartaruga gigante de 120 kg volta ao oceano após passar 20 anos sob cuidados humanos, depois que especialistas conseguiram tornar possível algo considerado improvável
Molly voltou ao oceano depois de aproximadamente 20 anos sob cuidados humanos (Imagem ilustrativa criada por inteligência artificial)

Molly, uma tartaruga-marinha de aproximadamente 120 kg, voltou ao oceano em 28 de outubro de 2026, depois de passar cerca de duas décadas sob cuidados humanos. Resgatada na Irlanda com lesões nas duas nadadeiras dianteiras, ela tinha sido considerada incapaz de retornar à natureza. Novas avaliações veterinárias e um programa de reabilitação no Algarve, em Portugal, abriram essa possibilidade.

Por que o retorno da tartaruga ao mar parecia inviável?

As lesões nas nadadeiras anteriores levantavam dúvidas sobre a capacidade do animal de sobreviver sem assistência. Após o resgate, a tartaruga permaneceu no Dingle Oceanworld Aquarium, na Irlanda, onde recebeu cuidados durante aproximadamente 20 anos. Sua história ficou ligada à equipe que acompanhou sua saúde e suas necessidades ao longo desse período.

Com o avanço do conhecimento científico e a realização de novas avaliações, os especialistas reconsideraram o caso. A tartaruga havia mantido um bom estado de saúde e apresentado condições funcionais e comportamentais que justificavam outra tentativa. Em maio de 2026, foi transferida para o Porto d’Abrigo do Zoomarine Algarve para iniciar a preparação para a vida no oceano.

Tartaruga gigante de 120 kg volta ao oceano após passar 20 anos sob cuidados humanos, depois que especialistas conseguiram tornar possível algo considerado improvável
Molly voltou ao oceano depois de aproximadamente 20 anos sob cuidados humanos (Imagem ilustrativa criada por inteligência artificial)

O que Molly precisava demonstrar antes da soltura?

A reabilitação se concentrou na autonomia. A equipe acompanhou a condição clínica e trabalhou comportamentos necessários para que o animal pudesse viver longe das rotinas do aquário. A liberação dependia de aptidão física e comportamental, além de uma condição corporal adequada. Entre os critérios observados estavam:

  • Alimentar-se de maneira autônoma;
  • Apresentar movimentos de natação coordenados;
  • Explorar ativamente o ambiente;
  • Distanciar-se das rotinas associadas aos cuidados humanos;
  • Demonstrar comportamentos naturais compatíveis com a espécie.

Como foi organizada a viagem até o oceano?

A transferência entre Irlanda e Portugal contou com a colaboração do Dingle Oceanworld Aquarium, do Zoomarine e da TAP Air Cargo. A escolha das águas portuguesas considerou a ocorrência natural da espécie Caretta caretta no Atlântico Nordeste. Temperatura da água e disponibilidade de alimento também fizeram parte do contexto ambiental considerado para essa etapa.

A devolução aconteceu a bordo do NRP Oríon, navio da Marinha Portuguesa que saiu do Ponto de Apoio Naval de Portimão. A operação ocorreu a aproximadamente dez milhas náuticas ao sul da cidade, cerca de 18,5 quilômetros, com apoio de uma embarcação da Estação Salva-Vidas de Portimão. Assim terminou o período de preparação iniciado meses antes no centro de reabilitação.

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Molly voltou ao oceano depois de aproximadamente 20 anos sob cuidados humanos (Imagem ilustrativa criada por inteligência artificial)

Quais desafios uma tartaruga-marinha encontra em liberdade?

O oceano oferece o habitat da espécie, mas também apresenta ameaças relacionadas às atividades humanas. A recuperação de um animal precisa ser acompanhada pela proteção das áreas onde ele se alimenta e se desloca. Para tartarugas-marinhas, os riscos incluem situações como:

  • Captura acidental em equipamentos de pesca;
  • Emalhamento em linhas e redes abandonadas;
  • Ingestão de plásticos e outros resíduos confundidos com alimento;
  • Colisões com embarcações;
  • Degradação dos ambientes marinhos e das praias de reprodução.

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Uma nova etapa após duas décadas de cuidados

O caso de Molly mostra como uma avaliação pode mudar quando surgem novos conhecimentos e condições de reabilitação. A decisão considerou suas características individuais e sua capacidade de executar comportamentos essenciais. Estar saudável sob cuidados humanos e estar preparada para o oceano exigem avaliações diferentes, e os meses no Algarve foram dedicados a verificar essa preparação.

A soltura de Molly marca o retorno ao habitat natural, enquanto sua sobrevivência em liberdade pertence à etapa seguinte dessa trajetória. Para a conservação marinha, o episódio reúne cuidados veterinários, observação do comportamento e cooperação entre instituições de dois países. A autonomia para nadar, explorar e buscar alimento foi o critério central para transformar uma possibilidade antes descartada em uma devolução ao mar.