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67,9 milhões de brasileiros estão inadimplentes, segundo levantamento do Serasa

Cartões de crédito e bancos são os principais responsáveis pela maioria das dívidas

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Brasileiros estão mais endividados, segundo Serasa
67,9 milhões de brasileiros estão inadimplentes, segundo levantamento do Serasa

Segundo dados do Serasa Experian, o número de pessoas com contas atrasadas voltou a bater recorde no Brasil, que registrou 67,9 milhões de inadimplentes em agosto, maior alta desde o início do levantamento, em 2016, ou seja, representa uma alta de 300 mil pessoas em relação ao mês de julho.

Um dos principais responsáveis por esse aumento é o segmento de bancos e cartões acumulando 28,8% do total. Logo em seguida vêm as contas básicas como luz, água e gás, com 22,1%. Já em terceiro lugar fica o setor financeiro, com 13,8% do total.

Para o especialista em Finanças e Educador Financeiro Marlon Glaciano, é preciso empenho e dedicação para organizar as dívidas mesmo já estando no vermelho. “É importante não focar somente nas dívidas, mas sim na organização financeira, caso contrário, isso irá acarretar na famosa bola de neve, em que as dívidas jamais chegam ao fim”, orienta.

A pesquisa do Serasa Experian ainda destacou que na contramão de julho, o mês de agosto registrou um elevado número de negociações de dívidas, que chegou a 2,8 milhões débitos — trata-se de 22% a mais.

Muitos consumidores aproveitam os feirões para renegociar dívidas. “Essas ações são pensadas exatamente para ajudar quem está precisando. As empresas normalmente estão dispostas a reduzir e até mesmo zerar boa parte dos juros em troca de um acordo e compromisso de pagamento. É importante conversar e expor a real situação para que o acordo seja feito dentro da capacidade financeira e evitando um novo problema financeiro”, explica Marlon Glaciano.

Para o Educador Financeiro e Economista Comportamental, Felipe Nogueira, os feirões oferecem boas vantagens para quem quer se livrar da inadimplência. “Os feirões trazem bons descontos para pagamento, que podem chegar até a 80% do valor da dívida. É importante tomar cuidado e nunca dividir em longas parcelas, pois os juros do parcelamento são mensais. Então, analise a menor quantidade de parcelas possível e que a sua renda se encaixe. E lembre-se, toda a vez que você realiza uma negociação e não faz a quitação, a empresa ganha o direito de cobrança por mais cinco anos sobre a dívida”, alerta.

Uma das principais formas de pagamento, o cartão de crédito, também é um dos grandes vilões no endividamento, por isso, é preciso cuidado no uso, como orienta Felipe. “Compras parceladas no cartão, por exemplo, precisam ser realizadas de forma estratégica. Bens duráveis, podem ser parcelados dentro da sua organização, mas tudo que o consumo não for durar mais do que um mês, deve ser pago à vista”, finaliza.

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