Brasil
“Amadorismo irresponsável”: Lula rebate fala de Flávio Bolsonaro sobre o clima
Após candidato citar saneamento como solução para a crise climática no JN, presidente o acusa de vender 'soluções simples para problemas complexos'
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) rebateu uma declaração do candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL), feita durante sabatina no “Jornal Nacional”. Na entrevista, Bolsonaro indicou o investimento em saneamento básico como a principal medida para combater as mudanças climáticas.
Em uma publicação no X, Lula classificou a proposta como “amadorismo irresponsável”. Para o presidente, a fala do senador é o “retrato de gente que vende soluções simples para problemas complexos” e que “não ouve a ciência”.
“Negar o aquecimento global em pleno século XXI e reduzir o combate às mudanças climáticas a saneamento básico dá a dimensão do amadorismo irresponsável de quem se propõe a governar um país”, diz o texto publicado por Lula.
O presidente reconheceu que o investimento em saneamento é fundamental e mencionou ter destinado R$ 23 bilhões para obras de abastecimento, esgoto e resíduos. Contudo, ele ponderou que o enfrentamento da crise climática é mais complexo.
“Mas enfrentar a crise climática de verdade exige muito mais. Demanda compromisso. Antecipação. Trabalho em várias frentes”, completou.
Questionado no “Jornal Nacional” sobre ações para mitigar os efeitos das mudanças climáticas e proteger a população, Flávio Bolsonaro respondeu que a principal forma de proteger o meio ambiente seria oferecer saneamento básico.
“Tralli, a melhor forma que nós temos de proteger o meio ambiente é oferecer um saneamento básico para a população, e isso impacta inclusive na saúde”, afirmou o candidato.
Lula finalizou sua postagem afirmando que “governar o Brasil não é para aventureiros”. “Quem não entende a gravidade das questões conectadas ao clima, opera na lógica de ‘passar a boiada’ e enxerga o mundo com a lente embaçada do negacionismo, certamente não tem preparo para guiar o futuro de uma nação”, escreveu.