Brasil

Brasil despeja cerca de 2 milhões de toneladas de lixo no mar todo ano

Cerca de 2 milhões de toneladas de lixo no país são despejados no mar todo ano, é o que aponta o levantamento da Abrelpe a partir dos dados do Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil de 2017. Esse dado é o que equivale a cobrir 7 mil campos de futebol, ou encher 30 estádios do Maracanã da base até o topo. O que pode ser feito para reverter essa situação? 

Todo lixo que jogamos de maneira errada acaba sendo levado para os mares através de chuvas e rios. E segundo o especialista em gestão de resíduos, coleta seletiva e presidente do Grupo URBAM, Guilherme Almeida, para reverter essa situação preocupante, existem algumas medidas possíveis. “Uma delas é a educação ambiental, que é uma ferramenta fundamental para conscientizar a população sobre a importância de preservar o meio ambiente e adotar práticas sustentáveis no cotidiano. É importante entender que quando jogamos alguma coisa fora, não existe o ‘fora’. Esse lixo vai para algum lugar. Por isso temos que aprender a reduzir, reutilizar e reciclar”, alerta.

Presidente do Grupo URBAM, Guilherme Almeida (Foto: Divulgação)

Guilherme diz que outra medida possível e importante é a questão das infraestruturas. “É essencial investir em melhores sistemas de coletas seletivas e tratamento de resíduos, que incluem compostagem e reciclagem. É preciso também investir em políticas públicas que possam prevenir o descarte correto de resíduos e promover economia circular. É necessário a implementação de leis mais rigorosas e políticas públicas efetivas. Essas políticas podem incluir incentivos fiscais para empresas que desenvolvem soluções sustentáveis e criação de programas de educação e conscientização ambiental para a população”, afirma.

Guilherme salienta que há também cada vez mais inovações tecnológicas. “A problemática do lixo pode ser mitigada através desses avanços. As novas tecnologias oferecem soluções eficazes para tratamento de resíduos, como a implementação de processos de reciclagem mais eficientes e a conversão em energia limpa, contribuindo para o fim da poluição”.

Por fim, Guilherme diz que outra medida são as ações comunitárias, as organizações e indivíduos que podem se envolver em diversas ações locais para promover o bem-estar da comunidade, fazendo a limpeza de praias e rios e o monitoramento de lixos. “Essas são algumas medidas que podemos tomar para mitigar os riscos. Mas para acabar mesmo com esse problema é preciso que cada um faça a sua parte descartando os resíduos corretamente”.

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