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Brasil reduz analfabetismo ao menor índice da série histórica

Apesar da queda no número de brasileiros que não sabem ler e escrever, abandono escolar e desigualdades sociais ainda desafiam a educação no país

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No ano passado, dados do IBGE apontam que cerca de 8 milhões e 400 mil brasileiros com 15 anos ou mais não sabem ler e escrever, o que corresponde a uma taxa de analfabetismo de quase 5%, a menor da série histórica iniciada em 2016. 

De 2024 para 2025, houve uma diminuição de cerca de 590 mil pessoas analfabetas no Brasil, mas apesar da redução, ainda persistem barreiras no acesso e na permanência de estudantes no ensino médio. 

Segundo dados coletados na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, o principal motivo do abandono escolar, relatado pelos entrevistados, é a necessidade de trabalhar. Entre as meninas, quase 25% dos casos estão relacionados à gravidez. 

A pesquisa do IBGE aponta que o analfabetismo atinge principalmente a população idosa no país. Chico Otávio, jornalista e comentarista do Jornal da Tupi, comentou sobre o tema, relacionando os dados à falta de políticas públicas de anos atrás. 

“O analfabetismo é concentrado nos idosos porque eles não passaram pelas políticas públicas mais atuais. O sistema de educação de jovens e adultos é um fenômeno consolidado de 20 anos para cá.” Declarou o comentarista, que trouxe um indicativo do motivo da necessidade da alfabetização crescente entre idosos. 

“Existe uma necessidade, uma demanda, porque hoje tudo se dá pelos aplicativos. Os aposentados e pensionistas sabem que se eles não dominarem minimamente a língua culta, eles não vão conseguir navegar no mundo digital.” – explicou Otávio, relembrando que os analfabetos com 60 anos ou mais de idade representam 58% do total de pessoas que não sabem nem ler nem escrever no Brasil. 

Já a taxa de analfabetismo em 2025 de pretos ou pardos era quase 3 vezes superior à de brancos. No recorte da população com 60 anos ou mais, a taxa de analfabetismo das mulheres passou a ser menor que a dos homens pela primeira vez em 2025. 

O índice entre mulheres de 15 anos ou mais também segue menor que o dos homens. 

Pela primeira vez, a proporção de pretos e pardos com 25 anos ou mais que concluíram o ciclo básico educacional chegou a mais da metade dessa população.