Brasil

Cartórios aderem à campanha ‘Sinal Vermelho Contra a Violência Doméstica’

Iniciativa pretende ajudar cada vez mais mulheres a denunciar abusos

Por Victor Yemba

Cartórios aderem à campanha 'Sinal Vermelho
Cartórios aderem à campanha ‘Sinal Vermelho Contra a Violência Doméstica’ (Foto: Divulgação)

No próximo dia 6 de dezembro, é celebrado o Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência Contra a Mulher. A data tem como objetivo conscientizar os homens sobre o papel que precisam desempenhar para contribuir com o fim da violência doméstica. A maioria esmagadora das agressões sofridas por mulheres partem de homens. Isso se deve graças a um pensamento de dominação do homem sobre a mulher que é transmitido há muitas gerações. Mas é preciso que haja dedicação de toda a sociedade para que esse ciclo se encerre e que as mulheres das gerações futuras tenham cada vez mais liberdade e igualdade.

Em julho de 2021, a campanha “Sinal Vermelho Contra a Violência Doméstica” virou lei. Se uma mulher for até uma repartição pública, ou entidade privada participante, e mostrar um “X” escrito na palma da mão, se possível, em vermelho, os funcionários deverão adotar procedimentos para encaminhar a vítima a atendimento especializado na localidade. Recentemente, os cartórios passaram também a receber essas mulheres que querem se libertar de seus agressores.

Sonia Andrade, registradora pública responsável pelo 6º Ofício de Registro de Títulos e Documentos, manifestou apoio à campanha. “Vamos providenciar treinamentos aos colaboradores, tendo em vista a cartilha e tutorial fornecidos pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A ideia é capacitá-los para acolher e dar suporte, de forma sigilosa e discreta, às vítimas que pedirem ajuda e acionarem as autoridades competentes”, ressalta.

Sonia Andrade
Sonia Andrade, registradora pública responsável pelo 6º Ofício de Registro de Títulos e Documentos (Foto: Divulgação)

O Brasil registrou 105.821 denúncias de violência contra a mulher no ano passado, durante a pandemia, segundo relatório divulgado pelo Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos em março de 2021. Houve aumento também nas ocorrências registradas por delegacias virtuais. Sonia Andrade espera que o  6º Ofício possa contribuir  para diminuir a violência contra a mulher, que ainda é grande no Brasil. “É um cartório que tem um comprometimento social muito grande, tem como braço direito o Instituto Novo Brasil. Então as mulheres que quiserem denunciar, a serventia está à disposição. É só chegar com um X vermelho na mão que você será acolhida, escutada e levada até uma autoridade policial”, diz.



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