Brasil
Como é a cela em que Daniel Vorcaro ficará preso em Brasília
Banqueiro será levado à Penitenciária Federal da capital e passará por isolamento inicial antes de ocupar cela individual de seis metros quadrados
A cela destinada ao banqueiro Daniel Vorcaro na Penitenciária Federal de Brasília tem cerca de seis metros quadrados e segue o padrão das unidades de segurança máxima do Sistema Penitenciário Federal (SPF), segundo divulgou a CNN. Vorcaro, preso preventivamente pela Polícia Federal em São Paulo, será transferido para o Distrito Federal nesta sexta-feira (6/3), após decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Antes de ocupar a cela definitiva, Vorcaro deverá permanecer por 20 dias em uma área de isolamento utilizada no processo de triagem de novos detentos. Nesse período, os internos ficam em uma cela individual com cerca de nove metros quadrados, sem contato com outros presos e sem receber visitas de familiares.
O espaço onde os detentos permanecem após essa etapa é reduzido e funcional. A estrutura inclui cama, mesa, banco e prateleiras em alvenaria, além de banheiro com sanitário, pia e chuveiro. Não há tomadas elétricas nas celas, e o funcionamento da iluminação e do chuveiro é controlado em horários previamente definidos.
As unidades federais adotam rotinas rígidas de permanência nas celas. Os presos ficam cerca de 22 horas por dia no espaço individual e têm direito a duas horas diárias de banho de sol. Durante o período de adaptação, esse momento ocorre de forma isolada, sem contato com outros detentos.
Ao ingressar no sistema federal, o preso recebe um conjunto básico de itens pessoais. O enxoval inclui camisetas de manga curta e longa, calça, agasalho, tênis, sapato, lençóis, toalha, travesseiro e meias. Também são fornecidos produtos de higiene, como sabonete, desodorante, escova e creme dental, além de papel higiênico e materiais para limpeza da cela.
A alimentação é distribuída em seis momentos ao longo do dia: café da manhã, lanche da manhã, almoço, lanche da tarde, jantar e ceia.
Quem costuma ser enviado para penitenciárias federais?
A transferência de presos para penitenciárias federais de segurança máxima segue critérios definidos por um decreto presidencial publicado em 2009. Segundo a norma, o detento precisa se enquadrar em pelo menos uma das condições previstas para ser encaminhado ao sistema prisional federal, que abriga presos considerados de alta periculosidade ou que exigem medidas especiais de segurança.
Entre os casos previstos está o de pessoas que exerceram função de liderança ou tiveram participação relevante em organizações criminosas. Também podem ser transferidos detentos que tenham cometido crimes que coloquem em risco a própria integridade física dentro da unidade prisional de origem.
A legislação também contempla presos submetidos ao Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), utilizado em situações de maior rigor no controle carcerário. Além disso, integrantes de quadrilhas ou bandos envolvidos na prática reiterada de crimes com violência ou grave ameaça podem ser encaminhados para presídios federais.
Outro critério inclui réus colaboradores ou delatores premiados, quando essa condição representar risco à integridade física deles dentro do presídio onde estão custodiados. A transferência também pode ocorrer em casos de presos envolvidos em tentativas de fuga, episódios de violência ou situações graves de indisciplina no sistema prisional de origem.