Brasil

Como lidar com o luto infantil?

Livro 'Miguel foi pro céu', da autora Ana Rebello, faz parte da coleção 'Fale a verdade, apesar da idade', e traz assuntos tabus para explicar luto e morte às crianças

Por Pedro Henrique Leite

Morte e luto são momentos dolorosos e inevitáveis na vida de qualquer um. Mas quando esse dia chega para os pequeninos é preciso ainda mais atenção. O que dizer a uma criança que perde os pais? Para especialistas, o luto infantil tem particularidades que merecem atenção para que a criança consiga superar esse sofrimento de maneira saudável e sem consequências futuras graves. Para isso, é preciso de apoio e a orientação de toda a família. É o que destaca a jornalista e escritora Ana Rebello.

“A verdade deve ser dita sempre. Ao contrário do que o adulto pode pensar, a criança entende tudo e sabe tudo que está acontecendo, só que do jeito dela. Então, respeitar a idade da criança é muito importante. Como falar? De forma lúdica, por exemplo, contando uma história. Lendo um livro como o “Miguel”, para levar a criança ao entendimento do que aconteceu. Porém, muita vezes o próprio adulto não teve esse feedback dos pais quando criança e, no intuito de não querer que a criança ‘sofra’, acaba inibindo o luto que deve ser vivido e sentido”, opinou a autora.

Foi justamente sobre o tema que Rebello escreveu “Miguel foi pro céu”. Apesar de ser uma obra infantil, o livro foi escrito para ser lido em família e faz parte da coleção “Fale a verdade, apesar da idade”. Nela, Ana Rebello entrega obras que tratam, temas delicados que sempre foram tabus, mas são realidades: o luto e a morte nas experiências das crianças, principalmente dado o momento em que a humanidade passa com a pandemia da Covid-19. O livro está a venda pelo perfil no Instagram @faleaverdadeapesardaidade.

A autora Ana Rebello em entrevista ao Programa Isabele Benito. Foto: Rádio Tupi
A autora Ana Rebello em entrevista ao Programa Isabele Benito. Foto: Rádio Tupi

Segundo o Instituto Pensi, estima-se que 1 em cada 20 crianças sofrerá a morte de um dos pais até os 16 anos e a grande maioria das crianças experimentará a morte de um parente próximo ou amigo em algum momento da infância.

A ONG americana Alliance for Grieving Children incentiva os pais a pensarem sobre o temperamento individual de seus filhos. Comportamento ou traço de personalidade diferente do que era antes da perda geralmente é um sinal de que a criança pode precisar de algum apoio extra.



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