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Divórcio sem advogado: a nova regra do cartório que resolve em 1 dia e custa menos de R$ 500
Cartório pode acelerar o divórcio, mas assistência jurídica continua exigida
O assunto divórcio sem advogado explodiu porque muita gente ouviu que a nova regra do cartório permite resolver a separação em um dia e gastando menos de R$ 500. A verdade, porém, exige cuidado: o divórcio em cartório pode ser rápido, simples e mais barato em alguns casos, mas a presença de advogado continua sendo exigida para a escritura de divórcio extrajudicial.
Divórcio em cartório pode ser feito sem advogado?
Não. Mesmo quando o casal está de acordo, a lei exige assistência jurídica. O advogado pode ser o mesmo para os dois, quando não há conflito, ou cada parte pode contratar seu próprio profissional.
O que mudou foi a ampliação das possibilidades do divórcio extrajudicial, especialmente em situações que antes travavam o processo. O cartório formaliza o ato, mas não substitui a orientação jurídica necessária para proteger direitos, bens e responsabilidades.

Quando o divórcio pode ser resolvido em 1 dia?
O prazo curto costuma acontecer quando o casal já tem tudo definido, os documentos estão corretos e não há disputa sobre bens, pensão ou filhos. Nesses casos, a escritura pode ser lavrada com rapidez, dependendo da agenda do cartório e da conferência dos documentos.
Veja uma visão prática dos custos e etapas mais comentados:
Quais requisitos tornam o divórcio mais rápido?
O caminho mais rápido depende do divórcio consensual. Isso significa que os dois concordam com o fim do casamento e já resolveram os principais pontos antes de chegar ao cartório.
Em geral, estes fatores ajudam o procedimento a andar sem travas:
- Casal em acordo sobre o divórcio e a partilha de bens.
- Documentos pessoais, certidão de casamento e dados patrimoniais atualizados.
- Definições prévias sobre pensão alimentícia, quando houver.
- Questões envolvendo filhos menores já resolvidas conforme a regra aplicável.

O que a nova regra realmente facilitou?
A mudança mais relevante é que alguns casos com filhos menores ou incapazes podem seguir pela via extrajudicial quando as questões ligadas a guarda, convivência e alimentos já foram resolvidas judicialmente. Isso evita repetir etapas e pode acelerar o encerramento formal do casamento.
Quando o barato pode sair caro?
O risco aparece quando o casal tenta economizar ignorando direitos, bens, dívidas ou obrigações familiares. Um acordo mal feito pode gerar disputa depois, especialmente quando há imóvel, empresa, financiamento ou dependência econômica entre as partes.
Por isso, a melhor leitura da nova regra é simples: o cartório pode acelerar o divórcio, mas não elimina a necessidade de orientação jurídica. Em casos realmente simples, o custo pode ser baixo; nos casos complexos, pagar para fazer certo pode evitar prejuízo muito maior.