Brasil
Dono de supermercado é preso após apreensão de 10 toneladas de alimentos impróprios
Cinco estabelecimentos foram interditados após operação da força-tarefa identificar produtos vencidos, sem procedência e armazenados irregularmenteO dono de um supermercado foi preso após operação da força-tarefa apreender mais de dez toneladas de produtos impróprios para consumo em Imbé, no Litoral Norte gaúcho. A ação, realizada entre quarta e quinta-feira (12), resultou na interdição de cinco estabelecimentos, entre mercados, padarias e restaurantes. Segundo os agentes, este é o maior volume já recolhido pela equipe no litoral do Rio Grande do Sul.
Nos depósitos e áreas internas dos locais fiscalizados, foram encontrados produtos de origem animal em condições inadequadas: itens vencidos, sem procedência, com embalagens violadas ou mantidos fora da temperatura recomendada. As equipes também registraram problemas estruturais, equipamentos em mau estado e contêineres instalados em ambiente insalubre.
Na câmara fria do açougue do supermercado que gerou a prisão, fiscais identificaram carnes rotuladas como “processamento” com datas revalidadas, prática que agravou as irregularidades.
Volume de irregularidades cancelou fiscalizações em outras cidades
Nos demais estabelecimentos vistoriados, mais de uma tonelada de produtos foi apreendida. As infrações incluíam falhas de higiene, ausência de procedência e armazenamento irregular.
De acordo com os agentes, as condições encontradas em Imbé chamaram atenção em comparação com outras cidades do litoral recentemente fiscalizadas. O volume de irregularidades levou a equipe a cancelar ações previstas em outros municípios para concentrar esforços na operação local.
Parte das carnes recolhidas, cerca de meia tonelada, foi avaliada por veterinários e liberada para alimentação animal, sendo destinada ao zoológico de Sapucaia do Sul.
Responsáveis vão responder no Ministério Público
Todos os estabelecimentos foram autuados. Os responsáveis pelos locais interditados deverão firmar termos de ajustamento de conduta com o Ministério Público do Rio Grande do Sul.
A força-tarefa também vai solicitar à vigilância sanitária municipal o histórico de autos de infração do último ano para aprofundar a apuração.
Participaram da operação promotores do Ministério Público, servidores do GAECO, equipes da vigilância sanitária, da Secretaria Estadual da Saúde, da Secretaria da Agricultura, da Patrulha Ambiental da Brigada Militar e da Delegacia do Consumidor. O Corpo de Bombeiros atuou em parte das inspeções devido a riscos estruturais identificados.