Brasil
Eduardo Bolsonaro comemora decisão dos EUA e diz que PCC e CV “vão poder ser combatidos igual o Bin Laden”
Em vídeo, deputado licenciado agradeceu a Trump, Marco Rubio e J. D. Vance
PCC e Comando Vermelho “vão poder ser combatidos igual o Bin Laden foi”. A frase é do deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro, que usou as redes sociais na noite desta quinta-feira (28/5) para comemorar a decisão do governo dos Estados Unidos de tratar as duas maiores facções brasileiras como organizações terroristas estrangeiras.
A comparação com o líder da Al-Qaeda morto em 2011 dá a medida de como o deputado enxerga o alcance da decisão. Em vídeo gravado após o anúncio, ele defendeu que a classificação abre caminho para atacar as finanças das facções e para uma ofensiva militar contra suas operações fora do Brasil.
“Assim, vai ficar muito mais difícil de eles fazerem suas movimentações financeiras. Eles vão poder ser combatidos igual o Bin Laden era, ou seja, qualquer atividade deles fora do país, como, por exemplo, no Paraguai, na Bolívia, na Colômbia, no Peru, nos grandes produtores de cocaína, eles vão sofrer o combate, não só o do DEA, mais intenso, mas também das Forças Armadas americanas”, afirmou.
Presidente Trump, @secrubio e @jdvanc merecem um muito obrigado! THANK YOU VERY MUCH! pic.twitter.com/BHFaMsq9Xq
— Eduardo Bolsonaro🇧🇷 (@BolsonaroSP) May 28, 2026
O deputado tratou a data como um “grande dia para todos aqueles que sofrem nas mãos desses bandidos” e dirigiu agradecimentos diretos a integrantes do alto escalão americano.
“Aqui, os meus sinceros agradecimentos ao presidente Donald Trump, bem como ao secretário de Estado Marco Rubio e ao vice-presidente J. D. Vance”, disse.

Inclusão na lista vale a partir de 5 de junho
A reação veio horas depois do anúncio feito pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos, também nesta quinta. O órgão informou que vai inserir PCC e Comando Vermelho na lista de Organizações Terroristas Estrangeiras (FTOs, na sigla em inglês), com efeito a partir da próxima sexta-feira, 5 de junho.
A inclusão se encaixa na linha adotada pela gestão de Donald Trump de apertar o cerco ao crime organizado internacional e expandir sanções contra grupos ligados ao tráfico de drogas.