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Empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro persiste por 4 meses e força governadores a recalcular alianças estaduais para 2026

Pesquisas Quaest de maio a agosto confirmam disputa acirrada; Minas Gerais surge como estado decisivo no cenário nacional

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Flávio Bolsonaro, camisa amarela "MEU PARTIDO É O BRASIL", Lula, camisa branca. Ambos com microfone
Créditos: depositphotos.com / thenews2.com Créditos: depositphotos.com / [email protected]

A disputa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) segue tecnicamente empatada nas pesquisas para a eleição presidencial de 2026. Em maio, Lula tinha 42% contra 41% de Flávio em um cenário de segundo turno. Já em setembro, Flávio passou a marcar 42%, contra 41% do presidente.

Além disso, a pesquisa mais recente da Quaest mostra Lula com 37% e Flávio com 33% no primeiro turno. O levantamento ouviu 2.004 eleitores entre 17 e 20 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

Esse cenário mantém a disputa nacional apertada. Por isso, os dados estaduais ganham importância para partidos e candidatos que organizam suas alianças para outubro.

O que os números da Quaest realmente mostram?

A série de levantamentos da Quaest mostra mudanças dentro da margem de erro. Em maio, Lula tinha 42% contra 41% de Flávio em um eventual segundo turno. Na rodada de setembro, Flávio aparece com 42% e Lula com 41%.

Portanto, os números não permitem afirmar que um dos dois candidatos tenha aberto uma vantagem consolidada no segundo turno. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais. Assim, a diferença de um ponto está dentro do intervalo informado pela pesquisa.

No primeiro turno, entretanto, a pesquisa de setembro registra 37% para Lula e 33% para Flávio. Outros nomes aparecem atrás, como Augusto Cury, com 6%, Ronaldo Caiado, com 4%, e Renan Santos, com 3%.

Além disso, a aprovação do governo Lula ficou em 44% no levantamento. A desaprovação chegou a 50%. Esses números ajudam a contextualizar o ambiente eleitoral, mas não permitem concluir automaticamente como os eleitores votarão nos estados.

Como os estados aparecem nas pesquisas?

Os levantamentos estaduais mostram diferenças importantes entre as regiões. Em setembro, por exemplo, Flávio Bolsonaro aparecia à frente de Lula em São Paulo no primeiro turno. O senador tinha 34%, enquanto o presidente registrava 31%.

No segundo turno paulista, a diferença também aparecia. Flávio marcava 42%, contra 36% de Lula. A pesquisa ouviu 1.800 eleitores entre 19 e 22 de setembro, com margem de erro de dois pontos percentuais.

Minas Gerais apresenta um cenário diferente. Em julho, Lula tinha 30% e Flávio, 29% no primeiro turno. No segundo turno, os dois também estavam próximos, com 38% para Lula e 35% para Flávio.

Já Pernambuco registrava uma vantagem maior para Lula no levantamento de julho. O presidente tinha 55% no primeiro turno, contra 21% de Flávio. No segundo turno, Lula também aparecia à frente de todos os adversários testados.

A Bahia também aparece entre os estados nos quais Lula mantém vantagem. Em levantamento nacional da Quaest divulgado anteriormente, o presidente registrava 71% das intenções de voto no estado.

Portanto, o cenário regional não é uniforme. Enquanto alguns estados apresentam diferenças mais amplas, outros registram disputas próximas. Além disso, os levantamentos estaduais têm datas e margens de erro próprias. Por isso, os resultados precisam ser comparados considerando esses critérios.

O que muda para as alianças regionais?

A diferença entre os cenários estaduais cria um ambiente de negociação distinto em cada região. Partidos e candidatos precisam considerar tanto a disputa presidencial quanto as eleições para governos estaduais e Senado.

Além disso, as alianças nacionais nem sempre se repetem nos estados. Uma legenda pode apoiar determinado candidato à Presidência e, ao mesmo tempo, participar de uma composição diferente na disputa estadual. Essas negociações dependem das circunstâncias de cada localidade.

Nesse contexto, o tempo de propaganda eleitoral e a distribuição dos recursos partidários também entram nas estratégias de campanha. As regras eleitorais definem a divisão do tempo de rádio e televisão e os critérios para distribuição do Fundo Eleitoral.

Por fim, os dados da Quaest mostram um cenário nacional competitivo, mas com diferenças importantes entre os estados. A evolução das pesquisas ao longo das próximas semanas poderá alterar os percentuais. Ainda assim, cada levantamento representa apenas um retrato das intenções de voto no período em que as entrevistas foram realizadas.