Brasil

FHC: ‘Entre Lula e Bolsonaro, acredito que Lula seja melhor’

Ex-presidente deu a declaralção em entrevista ao Correio Braziliense. FHC descartou possível candidatura e diz que gostaria de uma liderança tucana disputando as eleições presidenciais

(Foto: Reprodução)

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso concedeu uma entrevista à jornalista Ana Dubeux, do Correio Braziliense, sobre os rumos políticos do Brasil para as eleições de 2022.

FHC ainda está no rol dos políticos longevos que mantêm sua influência. Uma voz ouvida com frequência, que reverbera além das ideologias e dos jogos políticos. Moderado e honesto em suas colocações, o ex-presidente não se exaspera com os atos do governo Bolsonaro, mas também não se cala.

Não acredita que estamos na antessala de um golpe, pois não vê as Forças Armadas como aliadas à ideia de uma ruptura democrática. Também não crê que o impeachment seja solução, defende alternância de poder, descarta seu nome como candidato e gostaria de uma liderança tucana disputando as eleições presidenciais.

“Eu não sou líder do PSDB a ponto de ser ativista. Eu posso, talvez, ter sido inspirador, num certo momento, apontando um caminho para o Brasil. Se depender de mim, é importante ter candidatura própria, é assim que os partidos se afirmam. Tem que ter uma liderança que afirme um sentimento que bata no coração das pessoas”, disse em entrevista ao Correio.

Mas, diante de um Brasil polarizado entre Lula e Bolsonaro, não nega suas preferências. E explica: “No momento, eu penso que a de Lula é menos traumática para o Brasil, de forma direta. Isso não quer dizer que eu não queira uma via pelo PSDB, claro que eu desejo, mas uma coisa é você desejar e trabalhar neste sentido, e outra coisa é analisar a realidade. Assim, por ora, entre Lula e Bolsonaro, acredito que o Lula seja melhor”.

Segundo FHC, “Bolsonaro não acalma os ânimos, polariza”. E o ex-presidente não é a favor da polarização. Tampouco do impeachment, que avalia como um processo traumático que não contribui para a democracia de um país. “É preferível que ele fique na presidência e perca no voto”, diz.

E se o senhor fosse o nome de conciliação para uma possível terceira via em 2022?

Eu nunca pensei nessa possibilidade, e acho que não tem muita concretude. Eu tenho 90 anos, a Presidência é um encargo pesado, além do mais é preciso ter disposição pra entrar em acordos políticos, e eu não sei se, a esta altura da vida, eu gostaria disso. Provavelmente, não.

A democracia no Brasil tem força para chegar a 2022, apesar de ameaças à eleição, ataques ao Judiciário, elitização do sistema eleitoral e desfile de blindados na Praça dos Três Poderes?

Eu acredito que a democracia tem força para chegar, a despeito dos ataques, que são, na verdade, mais verbais do que efetivos, ou são simbólicos, digamos assim. Mas eu não acredito que haja sentimento antidemocrático no povo brasileiro. Com isso, desde que as lideranças que não estejam de acordo com essa possibilidade de fechamento se manifestem, eu não creio que haja viabilidade de fechar. Você consegue fechar um regime político quando você tem as Forças Armadas do seu lado. Eu não creio que exista tendência, nas Forças Armadas brasileiras, de apoio a um golpe militar.

Leia a entrevista completa



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