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Brasil

Fiocruz libera primeiro lote de vacinas contra Covid 100% nacionais

Remessa com 550 mil doses faz parte do contrato assinado com o Ministério da Saúde que prevê a entrega de 105 milhões de doses em 2022

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(Foto: Reprodução/Portal Fiocruz.br)
Prédio da Fundação Oswaldo Cruz

Foto: Reprodução/Fiocruz

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) liberou nesta terça-feira (22) as primeiras doses da vacina contra a Covid-19 produzidas com o Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) nacional. Com a entrega, o Brasil passa a ter o primeiro imunizante 100% produzido em território nacional.

Ao todo, foram disponibilizadas cerca de 550 mil doses da vacina para o Ministério da Saúde. A remessa faz parte do contrato assinado entre a Fundação e o Governo Federal, que prevê a liberação de 105 milhões de doses em 2022, sendo 45 milhões da vacina nacional.

Para a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, a entrega do primeiro lote de vacinas nacionais contra Covid representa um marco da autossuficiência brasileira e do fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (Ceis).

“Termos realizado uma transferência tecnológica desse porte em tão pouco tempo para atender a uma emergência sanitária só reafirma o papel estratégico de instituições públicas, como a Fiocruz, para o desenvolvimento do país e garantia de acesso com equidade a um bem público”, destacou.

IFA nacional

Em 1º de junho de 2021, a Fiocruz e o laboratório AstraZeneca, do Reino Unido,  assinaram o contrato de transferência de tecnologia da vacina. Um dia após a assinatura, o Instituto recebeu em suas instalações dois bancos, um de células e outro de vírus, para a produção do Ingrediente Farmacêutico Ativo nacional.

Considerados a matéria-prima para a produção da vacina, os bancos de células e de vírus começaram a ser utilizados na produção do IFA nacional em julho.

Desde então, o insumo produzido pela Fiocruz passou por diversos processos de validação e controle de qualidade, inclusive no exterior, e toda a documentação técnica foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Foram apenas 10 meses entre a assinatura da Encomenda Tecnológica, firmada com a AstraZeneca em 8 de setembro de 2020, e a incorporação total dos equipamentos, processos e atividades que permitiram o início da produção por Bio-Manguinhos/Fiocruz ainda em julho de 2021.

 

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