Brasil

GNA inicia operação comercial de sua primeira termelétrica no Porto do Açu

Com 1.338 MW de capacidade instalada, o suficiente para fornecer energia a 6 milhões de residências, empreendimento contribuirá para segurança energética do Sistema Interligado Nacional (SIN)

Por Redação Tupi

GNA inicia operação comercial
GNA inicia operação comercial de sua primeira termelétrica no Porto do Açu (Foto: Divulgação)

Com 1.338 MW de capacidade instalada, UTE GNA I contribuirá para a segurança energética do país. A Usina é parte do maior parque de geração a gás natural da América Latina. A GNA – Gás Natural Açu, joint venture formada pela bp, Siemens SPIC Brasil e pela Prumo Logística, controlada pelo EIG Global Energy Partners, anuncia que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) liberou, nesta quinta-feira, (16/09), todas as unidades geradoras que compõem a UTE GNA I para início de operação comercial. Totalizando investimentos de aproximadamente USD 1 bilhão, GNA I é uma usina termelétrica movida a gás natural localizada no Porto do Açu, região norte do estado do Rio de Janeiro.

Com 1.338 MW de capacidade instalada, o suficiente para fornecer energia a 6 milhões de residências, o empreendimento contribuirá para a segurança energética do Sistema Interligado Nacional (SIN).

Recentemente, a GNA concluiu a emissão de debêntures de infraestrutura, destinada à operação de refinanciamento da UTE GNA I, no valor de R$ 1,8 bilhão. A transação foi inédita no mercado de capitais por vários aspectos, com destaque para atuação do BNDES, pela primeira vez, como investidor e estruturador de uma operação desta natureza.

 

Além da UTE GNA I, a GNA irá construir a UTE GNA II, com 1.672 MW de capacidade instalada, suficiente para fornecer energia para 14 milhões de residências. Com 3GW de energia assegurados em contratos de longo prazo e 3,4 GW adicionais de expansão licenciada através dos projetos GNA III e GNA IV, o Complexo de 6,4 GW é o maior da América Latina e inclui um terminal para movimentação de Gás Natural Liquefeito (GNL) onde está atracada a FSRU BW MAGNA, com capacidade para armazenar e regaseificar até 28 milhões de m³/dia.

A localização estratégica do Porto do Açu, próximo aos campos produtores de gás offshore, à malha de gasodutos terrestres e ao circuito de transmissão 500 kV de energia possibilitará a expansão do hub de gás e energia a partir do recebimento, processamento e transporte do gás natural associado e da integração entre o setor de gás com setores elétrico e industrial, desempenhando papel relevante e estratégico no desenvolvimento socioeconômico do País nos próximos anos. O investimento total planejado para o complexo de gás e energia da GNA é de cerca de USD 5 bilhões.

O diretor presidente da GNA, Bernardo Perseke, destaca que a entrada em operação comercial da UTE GNA I é um marco na história da companhia. “É com grande satisfação que anunciamos o início da operação comercial de nossa primeira usina, que marca a transição da GNA para uma empresa operacional, como um player de destaque no setor elétrico brasileiro. Entramos em operação em um momento crucial para o país, trazendo energia confiável para o sistema, a partir do gás natural, um combustível catalisador da transição energética global”.

 

Carlos Baldi, Diretor de Implantação e Operações, lembra ainda que esta conquista é fruto do trabalho em equipe de um time muito comprometido e dedicado. “Enfrentamos juntos a maior crise sanitária da história, que nos desafiou a buscar soluções, tendo a saúde e a segurança como prioridades, para seguirmos com o nosso projeto e chegarmos até aqui”.

Bernardo Perseke complementa: “Meu agradecimento à equipe da GNA, nossos sócios, financiadores e empresas parceiras, bem como o apoio de diversos órgãos institucionais, nas esferas Federal, Estadual e Municipal”.

 

Eficiência energética e compromisso socioambiental

A UTE GNA I é uma usina termelétrica em ciclo combinado composta por três turbinas a gás e uma turbina a vapor. Graças a tecnologias avançadas, aproximadamente um terço da energia produzida pela usina é gerada a partir da turbina a vapor. Isso significa a capacidade de geração de aproximadamente 465 MW, sem consumo adicional de gás, o suficiente para abastecer mais de 2 milhões de residências.

A operação em ciclo combinado e a utilização de turbinas de alta eficiência energética, que combinam menor consumo de gás e menor emissão atmosférica, garantem o fornecimento de energia elétrica de base estável e segura para complementar a expansão de fontes renováveis.

A engenharia, fornecimento e construção da usina (EPC) foi realizada pela Siemens Energy, em consórcio com a Andrade Gutierrez. A empresa também será responsável pela operação e manutenção (O&M) da usina.

A usina conta com uma unidade de dessalinização, responsável pelo abastecimento de água do parque termelétrico. Essa unidade possibilita que a operação comercial se baseie em 100% de utilização de água do mar, reforçando o compromisso da GNA com a utilização racional dos recursos hídricos.

A usina começou a ser construída em 2018 e empregou mais de 12 mil trabalhadores em diferentes momentos do projeto. Para priorizar a contratação de mão de obra local, a GNA criou um Programa de Qualificação Profissional gratuito, em que 56% dos alunos que concluíram os cursos foram contratados para trabalhar nas atividades da GNA, inclusive um número relevante de mulheres, incentivando a equidade de gênero na força de trabalho.

A forte cultura de segurança também merece destaque.

A GNA não contabilizou nenhum acidente com afastamento em mais de três anos de obras, atingindo 25 milhões de horas homem trabalhadas sem acidentes com afastamento na fase de implantação. O resultado, considerado um benchmark mundial na indústria, é fruto de um trabalho de conscientização contínua e prevenção diária, executado pela GNA e suas empresas contratadas, para quem a vida e o respeito ao meio ambiente são prioridades.

 

Reconhecimento Internacional no combate à violência de gênero

Recentemente, a GNA obteve reconhecimentos externos expressivos que atestam a adoção de boas práticas ambientais, sociais e de governança, dentre os quais merece destaque o reconhecimento pelo International Finance Corporation (IFC) do programa de prevenção à violência de gênero como um case de referência internacional.

 

Composição Acionária

Um dos diferenciais da GNA é a sua estrutura acionária, composta por empresas líderes em suas áreas de atuação. A parceria entre os sócios traz robustez e credibilidade à atuação da GNA ao fornecer tecnologia, conhecimento técnico e operacional, além de recursos para desenvolver e operar um hub de Gás e Energia de classe mundial.

Carlos Tadeu Fraga, CEO da Prumo, destaca a relevância da GNA para a estratégia de desenvolvimento de negócios no Porto do Açu: “As características únicas de localização e infraestrutura do Açu permitem o desenvolvimento de um hub integrado de gás, energia e indústria. O início das operações da UTE GNA I é um marco para o Porto do Açu e contribuirá para a atração de indústrias intensivas em gás, fundamental para impulsionar a industrialização na retroárea do porto, e para acelerar os negócios de baixo carbono que a Prumo pretende atrair nos próximos anos. A operação da GNA I posiciona o Açu como pioneiro nesta transição e porta de entrada para projetos renováveis e estruturantes no Brasil”.

Mario Lindenhayn, head of country da bp Brasil, destaca que o gás natural terá função cada vez mais relevante na transição energética brasileira e reforça que a GNA, como usina movida a GNL, tem um papel importante na estratégia da empresa no país. “A bp é uma empresa de energia integrada com atuação global. Por isso, além de investidora da GNA e fornecedora exclusiva de GNL, contribui com o projeto por meio da sua ampla experiência nos segmentos de GNL, gás natural e de comercialização de energia. Atuamos em diversos hubs de gás ao redor do mundo, e temos o conhecimento para contribuir com a otimização da operação e mitigação de riscos para a GNA”.

Wolfgang Beitz, CFO da Siemens Brasil, comenta: “Com este importante marco alcançado, a UTE GNA I está posicionada para ser uma grande contribuidora para o setor de energia brasileiro”. O executivo completa: “Junto com nossos acionistas, a Siemens está orgulhosa de nossas realizações até o momento neste projeto”.

 

A SPIC Brasil é parte de um dos cinco maiores grupos geradores de energia da China, com capacidade total instalada de 176 GW. “Somos líderes em energia solar, eólica, hidroelétrica, hidrogênio e térmica, incluindo gás e nuclear. Fazer parte dessa joint venture entre grandes empresas, significa manter o nosso compromisso em desenvolver energias provenientes de fontes inovadoras, sustentáveis e competitivas para a matriz energética brasileira”, afirma Adriana Waltrick, CEO da SPIC Brasil.

 

Expansão

As obras da UTE GNA II serão iniciadas em breve, com previsão de gerar cerca de 5 mil postos de trabalho durante a fase de construção. A GNA possui, ainda, licença ambiental para mais que dobrar a capacidade instalada, podendo chegar a 6,4 GW, o que permitirá o desenvolvimento de novos projetos termelétricos no Açu. A expansão do complexo contempla ainda gasodutos terrestres e uma unidade de processamento de gás natural (UPGN), atualmente em fase de licenciamento.



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