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Homem deixa prisão após 20 anos, agride ex-companheira e é preso

O agressor havia deixado a prisão no fim de 2025 após mais de duas décadas detido

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A ação foi realizada pela 2ª Delegacia de Polícia Civil em Sabará, em atuação integrada com a Polícia Civil do Estado de São Paulo (PCESP). Crédito: PCMG

Uma mulher voltou a ser vítima de violência mais de duas décadas depois do fim de um relacionamento em Barroso (MG), na região do Campo das Vertentes. O ex-companheiro dela, de 43 anos, que havia deixado o sistema prisional no fim do ano passado após cumprir mais de 20 anos de pena, foi preso preventivamente nessa quinta-feira (19/3) por ameaças, perseguição e descumprimento de medidas protetivas.

De acordo com a Polícia Civil de Minas Gerais, em liberdade, o homem retomou contato com a vítima, passados 23 anos do término do relacionamento. Ele começou a ameaçá-la de morte e a persegui-la, além de intimidar o atual companheiro da mulher.

Em 30 de janeiro deste ano, a vítima conseguiu na Justiça medidas protetivas que determinavam o afastamento do investigado, com proibição de contato e obrigação de manter distância mínima de 300 metros. Ainda assim, segundo as investigações, ele ignorou as determinações judiciais e chegou a agredir fisicamente o atual parceiro dela.

Conforme a polícia, o suspeito tem extensa ficha criminal, com passagens por tráfico de drogas, roubo, porte ilegal de arma de fogo e tentativa de homicídio. Ele havia sido solto em dezembro do ano passado.

Pela gravidade da denúncia e reincidência das condutas, a Polícia Civil pediu a prisão preventiva, que foi cumprida pela equipe responsável pelo caso. O homem foi reencaminhado ao sistema prisional. 

O delegado responsável pela investigação, Roberto Fernando Nóbrega Filho, destacou que o intervalo de mais de 20 anos entre o fim do relacionamento e a retomada das ameaças evidencia um comportamento obsessivo e de alto risco. Segundo ele, o investigado será indiciado pelos crimes de ameaça, perseguição e descumprimento de medida protetiva, cujas penas somadas podem chegar a até 10 anos de prisão.