Justiça mantém prisão de Deolane após negar novo habeas corpus; entenda - Super Rádio Tupi
Conecte-se conosco
x

Brasil

Justiça mantém prisão de Deolane após negar novo habeas corpus; entenda

Defesa de Deolane Bezerra buscará recurso no STJ após nova decisão do Tribunal de Justiça de SP

Publicado

em

Compartilhe
google-news-logo
Deolane Bezerra
Deolane Bezerra. Foto: Reprodução / Redes sociais

O Tribunal de Justiça de São Paulo negou, neste domingo (24), mais um pedido de habeas corpus apresentado pela defesa de Deolane Bezerra. A influenciadora e advogada segue presa na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior paulista, suspeita de participar de um esquema de lavagem de dinheiro com ligação ao PCC.

Deolane foi transferida para Tupi Paulista na manhã de sexta-feira (22) e cumpre a custódia em sala de Estado-Maior — prerrogativa do Estatuto da Advocacia para inscritos na OAB presos de forma cautelar, que garante condições diferenciadas sem grades internas e separação da população carcerária comum.

A prerrogativa, no entanto, não impede a prisão nem interfere no andamento da investigação. O Sindicato dos advogados denunciou que Deolane teria recebido benefícios além dos previstos pelo estatuto.

Entenda o caso Deolane Bezerra

Detalhes sobre a prisão, investigações e tentativas de habeas corpus.

⚖️Habeas corpus negado

O TJSP negou mais um pedido, mantendo a influenciadora presa em Tupi Paulista por suspeita de lavagem de dinheiro.

🏢Prerrogativa da advocacia

Deolane cumpre custódia em Sala de Estado-Maior, direito garantido pelo Estatuto da Advocacia a presos cautelares da OAB.

Três pedidos frustrados

Nas últimas 48h, a defesa acumulou três tentativas de reverter a prisão, com negativas do TJSP e STF.

💰Investigação detalha esquema

A polícia aponta 35 empresas fantasmas e comprovantes de depósitos diretos em contas da advogada, ligadas ao PCC.

Três pedidos negados em dois dias

Nas últimas 48 horas, a defesa de Deolane acumulou três tentativas frustradas de reverter a prisão preventiva. Na sexta-feira (23), um habeas corpus apresentado à Justiça estadual não foi sequer analisado — o magistrado entendeu não ter competência e arquivou o pedido. No mesmo dia, o ministro Flávio Dino, do STF, recusou um pedido de prisão domiciliar por não identificar “ilegalidade evidente que justificasse intervenção excepcional da Corte”. Agora, com a terceira negativa do TJSP, os advogados aguardam o julgamento do mérito e consideram recorrer ao STJ.

Em nota, a defesa afirmou considerar “desproporcionais as medidas firmadas em face de Deolane” e disse que seguirá “cooperando tecnicamente com a Justiça para demonstrar a licitude de suas atividades”.

Investigação aponta 35 empresas e repasses do PCC

As investigações indicam que Deolane teria relações pessoais e comerciais com um dos gestores de uma transportadora suspeita. Segundo a polícia, ela teria aberto 35 empresas fantasmas em um mesmo endereço para dar aparência legal a recursos ilícitos da facção. Um celular apreendido com os donos da empresa revelou comprovantes de depósitos diretos em duas contas da advogada — transferências que os investigadores classificam como “fechamento de contas” do PCC, e não pagamentos por serviços advocatícios.

A combinação de movimentações financeiras expressivas, incompatibilidades patrimoniais e supostos vínculos com o núcleo de comando da facção teria levado a polícia a identificá-la como figura de destaque no esquema.