Brasil

Luiza Brunet participa de caminhada no Flamengo pelo fim da violência contra a mulher

Evento conta com o apoio do "Grupo Mulheres do Brasil", ao lado de ONGs e entidades e acontece em mais de 40 cidades do Brasil e do exterior

Por Redação Tupi

Na imagem, modelo e atriz brasileira Luiza Brunet
(Foto: Talita Giudice/ Divulgação: Super Rádio Tupi)

O Grupo Mulheres do Brasil, por meio do seu Comitê de Combate à Violência contra a Mulher, alinhado à iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU), que este ano completa três décadas de mobilização internacional, convoca toda a sociedade a se unir por uma causa que diz respeito a todo mundo: o fim da violência contra mulheres e meninas.

Neste domingo (5), às 9h, o grupo irá realizar a 4ª Caminhada pelo Fim da Violência contra as Mulheres, em mais de 40 cidades no país e no exterior, reunindo milhares de pessoas vestidas de laranja, a cor dos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres.

No Rio, a caminhada sairá do Aterro do Flamengo, Zona Sul da cidade, em frente ao número 200. Em São Paulo, a caminhada sairá da Praça dos Ciclistas, na Avenida Paulista, 2424.

O público será diverso. Luciara Amil e presidente da Procuradoria da Mulher das regiões Norte e Noroeste do estado e única mulher a presidir uma Câmara de Vereadores – de Bom Jesus do Itabapoana – dos 22 municípios da região é enfática. “É mais do que um movimento é uma ação. Enquanto tivermos que levantar o tema será fundamental toda e qualquer ação para manter este tema nossa pauta”, destaca.

“A violência de gênero é considerada pela organização uma pandemia global. Segundo a ONU, cerca de 70% das mulheres sofrem algum tipo de violência ao longo da vida, apenas por causa de seu gênero. O fato se agravou ainda mais no período de enfrentamento à Covid-19”, comenta a advogada Marilha Boldt, líder do Comitê de Combate à Violência contra a Mulher no Rio de Janeiro.

Segundo Luiza Helena Trajano, presidente do Grupo Mulheres do Brasil, será uma grande mobilização que colocará nas ruas a voz de todas as pessoas, pedindo um basta aos índices inaceitáveis da violência contra as mulheres. “Durante a pandemia, a violência contra as mulheres cresceu 20% nas cidades brasileiras, não podemos assistir a isso passivamente. Temos que mudar essa realidade urgente, é a união de toda a sociedade por uma causa global”, pontua a executiva.

“É um tema que tem que estar sempre latente. Todos os dias”, enfatiza a ativista internacional Luiza Brunet, que na segunda-feira embarca para Flórida e Nova York para atuar em projetos voltados contra violência sobre a mulher. “Onde eu puder dar voz, estarei lá”, afirma.

O evento do Rio de Janeiro conta com apoio oficial da Secretaria de Políticas para as Mulheres do município do Rio de Janeiro, Coordenadoria de Mulheres do Município de Niterói, Detran Mulheres, Caixa de Assistência dos Advogados do Rio de Janeiro, Enel, Cantão, Justiceiras, Superação da Violência Doméstica, Vamos Mulherar, Ronda Maria da Penha, Departamento Geral de Polícia de Atendimento à Mulher da Polícia Civil (DGPAM), IBDFAM (Instituto Brasileiro de Direito de Família), Mulheres Brilhantes, Instituto Maria da Penha, Foccus, Interação Rede de Comunicação, Instituto Patricia Galvão e Miss Cadeirante.

Confirmaram presença no Rio de Janeiro representantes da OAB Mulher de diversas cidades do estado do Rio de Janeiro, União Brasileira de Mulheres (UBM), Associação Brasileira de Mulheres de Carreira Jurídica (ABMCJ), Detran Mulher, diversas delegadas das DEAMs, Glamour da Favela, Associação de Amigos e Portadores de Psoríase do Estado do Rio de Janeiro, a modelo Luiza Brunet e a atriz Cristiane Machado, entre outros.

As estatísticas da violência contra as mulheres são alarmantes. Segundo a ONU, cerca de 70% das mulheres sofrem algum tipo de violência ao longo da vida, apenas por causa de seu gênero. A violência de gênero é considerada pela organização uma pandemia global.  “O fato se agravou ainda mais no período de enfrentamento à Covid-19, quando muitas mulheres sentiram na pele uma pandemia dentro de outra, a da violência. Isto escancara o fato de que, para muitas mulheres, estar em casa não significa estar num lar, pois a violência acontece exatamente dentro de casa”, explica Elizabete Scheibmayr, uma das líderes do Comitê de Combate à Violência contra a Mulher.

De acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o início da pandemia trouxe uma situação dramática para as mulheres que ficaram confinadas em casa com seus agressores: os números de denúncias diminuíram. Isto significa que as mulheres não conseguiam pedir ajudar, apesar do aumento considerável dos casos de violência doméstica. Dados do órgão revelam que em 2020 foram registrados 1350 feminicídios no Brasil, um caso a cada seis horas e meia. Segundo o Ministério da Família, houve um crescimento de 6% para os casos de feminicídios, e de 34% para denúncias do canal 180, neste último ano, comparado com o mesmo período do ano passado.

A Caminhada pelo Fim da Violência contra as Mulheres, em São Paulo, tem o patrocínio do Motiva Implantes, Rios e Assunção e Magazine Luiza e apoio do Justiceiras e Instituto Patrícia Galvão, empresas comprometidas que desenvolvem ações para acabar com a violência doméstica.



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