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Moro rebate ataque de Lula no JN: “Transtornado, rancoroso e mentiroso”

Candidato ao governo do Paraná pelo PL rebateu declarações do presidente durante sabatina e afirmou que o episódio representa um tapa na cara dos trabalhadores

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Sergio Moro (Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Sergio Moro respondeu às críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com três palavras publicadas no X: “Transtornado. Rancoroso. Mentiroso.” A reação do candidato ao governo do Paraná pelo PL veio após Lula chamá-lo de “mentiroso” durante a sabatina ao Jornal Nacional, da TV Globo, na quinta-feira (27).

Na mesma rede social, Moro classificou a sabatina do presidente como “um tapa na cara dos brasileiros e brasileiras que trabalham e são honestos”.

Respostas de Moro e Dallagnol a Lula

O candidato ao Senado pelo Paraná Deltan Dallagnol (Novo) também reagiu. Ele afirmou que não pedirá desculpas por “ter colocado o presidente na cadeia” e rebateu a acusação de Lula: “Monstro é quem roubou o povo e depois tenta apagar os fatos. Eu passei a vida colocando bandido na cadeia.”

As declarações de Lula foram feitas aos jornalistas César Tralli e Renata Vasconcellos. O petista disse que a imprensa brasileira “produziu um monstro chamado Moro, chamado Dallagnol” e que foi preso para provar que os dois são “mentirosos”.

Condenação, prisão e anulação pelo STF

Moro condenou Lula por corrupção em 2017 no caso do triplex no Guarujá. Em abril de 2018, com a sentença confirmada em segunda instância, o petista foi preso.

Em abril de 2021, o plenário do Supremo Tribunal Federal aceitou o argumento da defesa de que Lula não deveria ter sido julgado pela Justiça Federal em Curitiba e anulou as condenações e os processos em andamento. Na sequência, o STF também reconheceu a suspeição de Moro, acusado de agir politicamente contra o petista.

Entre os argumentos usados pelos advogados de Lula estão a condução coercitiva do investigado em 4 de março de 2016, sem que ele tivesse sido convocado a depor voluntariamente, e a divulgação de um grampo entre Lula e a então presidente Dilma Rousseff no mesmo mês, desconsiderando o foro privilegiado da chefe do Executivo.