Brasil
“Não queremos guerra, mas estaremos preparados”, diz Lula ao lançar navio
Fala ocorreu durante a entrega da terceira fragata da classe Tamandaré construída em território nacional, em Santa Catarina. Lula defendeu aumento do investimento em defesaO presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (26/6) que o Brasil precisa fortalecer sua capacidade de defesa diante do cenário de conflitos internacionais.
Em discurso, o presidente destacou que o país não busca confrontos, mas deve estar preparado para proteger sua soberania. A afirmação foi feita durante a cerimônia de lançamento e batismo da fragata Cunha Moreira (F202), em Itajaí, Santa Catarina.
“Não queremos guerra com ninguém. Mas nós estaremos preparados para defender os nossos 8 milhões e meio de quilômetros quadrados e 215 milhões de habitantes”, declarou.
A fala ocorreu durante a entrega da terceira embarcação da classe Tamandaré construída em território nacional. Lula relacionou os investimentos na indústria de defesa ao aumento das tensões geopolíticas no mundo, afirmando que o país não pode tratar o tema apenas como reposição de equipamentos antigos.
Segundo o presidente, é necessário estabelecer um projeto estratégico de longo prazo para as Forças Armadas, compatível com a dimensão territorial e a importância do Brasil no cenário internacional.
Aumento de conflitos no mundo
Lula também ressaltou que a atual conjuntura mundial apresenta um elevado número de conflitos, e defendeu que a preparação militar é parte da garantia da soberania nacional. Para ele, investir em tecnologia, inovação e na indústria de defesa significa ampliar a capacidade do país de proteger seu território e seus interesses.
Ao comentar a entrega da nova fragata, o presidente afirmou que a embarcação representa mais do que um equipamento militar. “Isso não é apenas um navio. É o começo de um país que vai assumir, de fato, o direito de ser soberano, de tomar conta do seu nariz e estar preparado”, afirmou.
Ainda durante o discurso, Lula lembrou que a indústria nacional de defesa enfrentou dificuldades nos últimos anos, e defendeu novos investimentos para fortalecer o setor, gerar conhecimento tecnológico e ampliar a autonomia brasileira na produção de equipamentos estratégicos.