Brasil

‘Não vamos tirar o arroz da cesta básica para colocar um absorvente’, dispara Damares Alves

Ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos defendeu, nesta sexta-feira (08), o veto de Jair Bolsonaro à distribuição gratuita do item de higiene feminina

Por Redação Tupi

Damares Alves
Ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos defendeu, nesta sexta-feira (08), o veto de Jair Bolsonaro à distribuição gratuita do item de higiene feminina
(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, comentou nesta sexta-feira (08), a decisão do presidente da República, Jair Bolsonaro (Sem Partido), em vetar a proposta que estabelecia a distribuição gratuita de absorventes para a mulheres carentes. Em conversa com jornalistas durante um evento em Francisco Beltrão, município do interior do Paraná, Damares defendeu a escolha do chefe do Executivo dizendo que é preciso ter critérios de prioridade.

“Hoje a gente tem que decidir, a prioridade é a vacina ou é o absorvente? As mulheres pobres sempre menstruaram nesse Brasil e a gente não viu nenhum governo se preocupar com isso. E agora o Bolsonaro é o carrasco, porque ele não vai distribuir esse ano”, afirmou a ministra, que ainda assegurou que o governo federal ofertará o item “na hora certa”.  “Não vamos tirar o arroz da cesta básica para colocar um absorvente, mas estamos muito preocupados com isso sim”, assegurou.

Na conversa com os jornalistas, Damares Alves frisou que o próprio Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos já tinha plano de criar um programa específico voltado para a distribuição de absorventes. “Nós estávamos construindo, antes da pandemia, um programa dentro do Ministério da Saúde em parceria conosco. Por que a gente não entregou? Porque a gente não tem o dinheiro. O dinheiro foi para pandemia, então a gente hoje não tem o dinheiro”, declarou.

A decisão de vetar o projeto que previa a distribuição gratuita de absorventes para estudantes de baixa renda e mulheres em situação de rua, aprovado em 2019 pela Câmara de Deputados e pelo Senado Federal, foi publicada na edição da última quinta-feira (07) do “Diário Oficial da União”. A alegação para o veto foi que apesar da proposta ter mérito, não há uma solução de receita para que as redes de ensino e estabelecimentos (como abrigos), custeiem a compra dos absorventes.

Desta forma, para ministra Damares Alves, a avalização do Senado sobre a proposta, sem indicar uma fonte de custeio, foi um erro técnico. “De repente, o Congresso, nessa devolução, encontra a fonte, não quer dizer que isso encerrou”, destacou.

 



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