Brasil
Pescador fisga jacaré por engano e ganha “amizade” inusitada
Animal permaneceu próximo ao caiaque e aceitou peixes oferecidos pelo pescador
Um pescador de Porto Velho vivenciou uma experiência incomum durante uma pescaria no rio Madeira, em Rondônia. Anderson Guedes fisgou um jacaré por engano e, após soltá-lo, o réptil demonstrou um comportamento surpreendente ao seguir o caiaque e interagir pacificamente com o homem.
O episódio aconteceu em dezembro de 2025, mas o vídeo só foi divulgado nas redes sociais na última sexta-feira (30/1). As imagens mostram o momento em que o animal permanece próximo à embarcação, mesmo depois de ser liberado (assista abaixo).
Anderson disse que o objetivo inicial era capturar um tucunaré, peixe muito procurado na região amazônica por sua carne saborosa e pela disputa que oferece durante a pesca esportiva. O rio Madeira é conhecido por abrigar diversas espécies de peixes, incluindo tucunarés de grande porte, o que atrai pescadores de todo o país.
“Os jacarés costumam atacar iscas artificiais porque acham que são peixes. Como eles ficam submersos, a gente não consegue ver. Você arremessa a isca, vai recolhendo, e de repente o jacaré ataca”, explicou o pescador ao g1.
Após perceber que havia fisgado o réptil em vez do peixe desejado, Anderson conseguiu resgatar o animal com cuidado e removeu o anzol. O esperado seria que o jacaré se afastasse rapidamente, mas a reação foi completamente diferente.
Interação inusitada entre homem e animal
Em vez de nadar para longe, o jacaré permaneceu próximo ao caiaque, demonstrando curiosidade. Diante da situação incomum, o pescador decidiu oferecer alguns peixes que seriam usados como isca.
“Eu pensei: ‘esse jacaré tá muito manso, acho que ele gostou de eu ter pego ele’. Parece piada, mas é verdade. Eu tinha uns peixes que ia usar de isca, comecei a dar pra ele e ele comeu uns três ou quatro”, relatou Anderson ao g1.
Assista
O comportamento do animal surpreendeu ainda mais quando Anderson tentou deixar o local. O jacaré seguiu o caiaque por alguns metros, como se quisesse acompanhar o pescador.
Especialistas em fauna silvestre explicam que jacarés não possuem a capacidade cognitiva de sentir gratidão da mesma forma que mamíferos. No entanto, o comportamento observado pode estar relacionado à associação do animal com a fonte de alimento. Ao receber os peixes, o réptil pode ter identificado o pescador como uma oportunidade de alimentação fácil.
O rio Madeira, um dos principais afluentes do rio Amazonas, abriga diversas espécies de jacarés, incluindo o jacaré-açu, que pode atingir até 6 metros de comprimento, e o jacaré-tinga, menor e mais comum na região. Apesar de serem predadores, ataques a humanos são raros e geralmente ocorrem apenas quando os animais se sentem ameaçados ou confundem pessoas com presas.