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Prejuízos com golpes financeiros podem ultrapassar R$ 2,5 bilhões em 2022

Especialistas orientam como ficar alerta durante as transações na internet

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Cartões de crédito
Prejuízos com golpes financeiros podem ultrapassar R$ 2,5 bilhões em 2022

Um total de 331,2 mil brasileiros foram vítimas de algum tipo de fraude em maio de 2021, segundo um levantamento feito pela Serasa Experian. Além disso, mais de 176 mil ocorrências (53,3%) foram realizadas a partir de contas bancárias ou cartões de crédito – dois meses antes, em março, esse número era de 79,9 mil.

Normalmente os criminosos se beneficiam dos dados do usuário, manipulam e até mesmo hackeiam as contas das vítimas. Uma estimativa dos bancos brasileiros para 2022 prevê que, até o final do ano, o total de golpes no sistema financeiro nacional deverá atingir a cifra de R$ 2,5 bilhões.

Para o advogado criminalista e especialista em direito penal, Paulo Victor Lima, a tecnologia, ao mesmo tempo que ajuda, também é um facilitador para esse crescimento. “De fato, o aumento dos crimes virtuais é expressivo. A modernidade trouxe inúmeros benefícios, mas nos deixou expostos a novos riscos. Exatamente pelo maior número de negociações e transações eletrônicas é que houve um aumento dos crimes virtuais. A mais popular delas no momento, o Pix, são as preferidas dos criminosos”, opina.

Paulo Victor Lima, advogado (Foto: Divulgação)

O Brasil tem avançado cada vez mais na tecnologia em transações e aplicativos online, como o próprio Pix. Para o especialista em finanças e educador financeiro Felipe Nogueira, é preciso ter precaução: “O Pix sem dúvida é um sistema de pagamento que revolucionou os pagamentos eletrônicos e que apesar de segura, precisa ser feito com prudência, conferindo os dados, fazendo realmente a confirmação dos valores e chaves com o destinatário a qual você está enviando o recurso. E ao receber, só liberar uma mercadoria ou serviço após a confirmação em sua conta”, explica.


Para quem já foi vítima de golpe, o advogado Paulo Victor direciona: “Mesmo com a criação da Lei Geral de Proteção de Dados, a fim de resguardar e proteger algumas transações, ainda assim há problemas. Nesse sentido, caso seja vítima de um golpe, deverá se dirigir a Delegacia de Repressão a Crimes de Internet-DRCI, órgão especializado da Polícia Civil para apurar tais crimes. Já a reparação do prejuízo depende da identificação do criminoso, salvo se restar comprovado algum erro ou falha na prestação de serviço dos bancos ou financeiras”, orienta o especialista.


Outro cuidado bem importante é para quem deseja fazer investimentos ou que recebe ofertas de dinheiro ‘rápido e fácil’ pela internet, a principal estratégia dos golpistas.

“Investimento realizado por conta própria dentro do próprio aplicativo do seu banco é seguro, não é o recomendado. Uma vez que a pessoa não domina todas as características de uma aplicação financeira, pode acabar tendo prejuízo na escolha de uma aplicação no momento errado. O melhor investimento para quem não domina sobre o assunto, é o conhecimento. A ganância é o maior vilão que faz muitos brasileiros caírem em golpes financeiros. Fuja das oportunidades de dinheiro com alto retorno em curto prazo e das pirâmides financeiras que sempre prometem alta rentabilidade e segurança na mesma aplicação”, finaliza Felipe Nogueira.

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