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Projeto no Rio incentiva meninas pretas das favelas nas áreas de ciência, tecnologia e robótica

Participantes vivenciam uma verdadeira jornada do conhecimento, passando pela ciência, letramento de informática, pesquisa e gestão em redes sociais, módulos de programação em alto nível integrando, conceitos de ESG, e a robótica

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Projeto no Rio incentiva meninas pretas das favelas nas áreas de ciência, tecnologia e robótica (Foto: Divulgação)
Projeto no Rio incentiva meninas pretas das favelas nas áreas de ciência, tecnologia e robótica (Foto: Divulgação)

A Drum Brasil criou uma agenda repleta de ações no Rio de Janeiro neste mês de fevereiro do “Cultura Maker” . “Meninas Pretas das Favelas na Ciência, Tecnologia e Robótica”, começou em setembro do ano passado e termina em março de 2024.

O projeto “Cultura Maker” busca inserir e transformar a realidade de jovens negras das periferias do Rio de Janeiro por meio do conhecimento nas áreas de robótica, tecnologia sustentável e inteligência artificial. As participantes vivenciam uma verdadeira jornada do conhecimento, passando pela ciência, letramento de informática, pesquisa e gestão em redes sociais, módulos de programação em alto nível integrando, conceitos de ESG, e a robótica. É uma jornada de transformação pelo conhecimento, e estamos embasando em um modelo de replicação em escala, pois nossa meta é levar este projeto e suas oportunidades para o maior número possível de participantes na cidade e no Estado do Rio, posteriormente, para todo o Brasil”, explica José Carlos, idealizador do projeto e presidente da Drum Brasil.

Segundo levantamento do Instituto Ethos, uma pesquisa feita com 117 entre as 500 maiores empresas do país, apontou que as mulheres são a maioria no país e no ensino superior, representando 57,2% nos cursos de graduação, de acordo com o Censo de Educação Superior de 2016. Ainda assim, este aumento não acompanhou a proporção entre homens e mulheres nos cursos de ciências exatas. O mesmo relatório mostra, por exemplo, que no curso de engenharia mecânica, elas correspondem a 10,2%, fenômeno que se repete na engenharia elétrica (13,1%) e na engenharia civil (30,3%). Então, se as brasileiras já são maioria no ensino superior, por que são tão poucas nas ciências exatas e engenharias?.

Nas maiores empresas do país, as mulheres negras estão concentradas nos cargos mais baixos dentro das organizações. As mulheres negras preenchem 10,3% dos cargos funcionais, 8,2% dos cargos de supervisão, 1,6% das posições na gerência e 0,4% no quadro executivo. Mulheres negras têm a menor renda mensal entre os trabalhadores com ensino superior: R$ 2.918,27. Em primeiro estão os homens brancos graduados (R$ 6.702,00), seguidos de homens negros graduados (R$ 4.810,00) e mulheres brancas graduadas (R$3.981,00).

“Incluir mais mulheres negras na tecnologia, tanto na educação, quanto no trabalho, pode ser transformador” enfatiza o presidente da Drum.

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