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Saiba toda verdade sobre a professora que pediu Exército nas ruas para Bolsonaro

Fátima Montenegro é dona de uma empresa com registro cassado e responde por dívidas trabalhistas na Justiça

Por Redação Tupi

Fátima Montenegro é dona de uma empresa com registro cassado e responde por dívidas trabalhistas na Justiça
(Foto: Reprodução)

A empresária e professora Fátima Montenegro ganhou fama nacional, na última quinta-feira, ao ir até a porta do Palácio da Alvorada, em Brasília, fazer um apelo ao presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido) para que o comércio voltasse a funcionar. No entanto, a parte da sua fala que ganhou maior projeção foi a que pedia o “Exército nas ruas”, declaração essa que um dia após ter dado se diz “arrependida”.

“Por que falei isso? Não pedi intervenção (militar). Se não estão deixando abrir o comércio, não pode deixar ninguém fazer (nada), põe o exército para pelo menos proteger a gente. Porque vão prender a gente. Não tive outra intenção. Me arrependi tanto de falar isso. Por que não veio polícia na minha cabeça?”, explicou Fátima, em entrevista ao Metrópoles. A professora, se considera militante bolsonarista, é mãe de dois filhos, que a acompanhavam na frente da residência oficial do presidente, na última quinta-feira.

De acordo com Fátima, depois do seu discurso e do compartilhamento dele por Bolsonaro em suas redes sociais, ela vem sendo vítima de ameaças na internet, tendo inclusive o seu número telefônico divulgado. “Estão me ameaçando, não param de me ligar. Tenho meus dois filhos. Não tive intenção nenhuma, maldade de ninguém. Estou acordada até agora, não dormi nesta noite”, desabafou. “Não conheço o presidente, não foi nada armado. Pedi para ele isso. Na verdade, levei meus filhos para passear. Aí fiquei emocionada. Como vou prover meu lar? Não faço outra coisa a não ser dar aulas”, completou.

Segundo a reportagem do Metrópoles, Fátima Montenegro é dona da ABZ Caligrafia Técnica. O empreendimento se encontra com o cadastro fiscal cancelado, de acordo com publicação no Diário Oficial do Distrito Federal em 20 de abril de 2018, e com a inscrição “inapta” na Receita Federal por omissão de declaração do imposto de renda. Entretanto, apesar disso, a professora e empresária continua vendendo o curso até os dias de hoje.

O nome da empresa de Fátima também aparece ligado a um processo em tramitação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) do Distrito Federal. Um funcionário exige na Justiça o valor de R$ 6.443,06 , que tem direito a receber, mas Fátima alega só poder quitar R$ 1.500, divididos em dez parcelas, alegando falta de bens.

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