Brasil
SUS passa a adotar antibiótico para prevenir sífilis e clamídia após exposição a risco
Ministério da Saúde amplia uso da doxiciclina como profilaxia pós-exposição; rede pública terá até 180 dias para implementar a medida
O Sistema Único de Saúde vai ampliar o uso de um antibiótico para prevenir duas infecções sexualmente transmissíveis: Sífilis e Clamídia. A medida foi publicada hoje (13) pelo Ministério da Saúde no Diário Oficial da União.
O medicamento é a Doxiciclina, um antibiótico utilizado há décadas no tratamento de diversas infecções bacterianas. Com a nova portaria, o remédio também poderá ser usado como profilaxia pós-exposição, estratégia que consiste em utilizar o medicamento após uma situação considerada de risco.
Na prática, isso significa tomar o antibiótico depois de uma possível exposição à infecção, como em uma relação sexual sem preservativo, para reduzir as chances de que a doença se desenvolva.
Atualmente, tanto a sífilis quanto a clamídia já possuem tratamento com antibióticos quando a infecção é diagnosticada. A sífilis, por exemplo, costuma ser tratada com Penicilina, enquanto a clamídia também pode ser tratada com antibióticos específicos.
A novidade da medida é atuar de forma preventiva. Segundo o Ministério da Saúde, nas primeiras horas ou dias após o contato com a bactéria, o uso do antibiótico pode interromper a multiplicação do microrganismo e diminuir o risco de desenvolvimento da doença.
O SUS terá prazo de até 180 dias para organizar a oferta desse novo uso do medicamento na rede pública de saúde.
A iniciativa busca reforçar as estratégias de prevenção contra essas infecções. Quando não tratadas, a sífilis e a clamídia podem causar complicações como infertilidade, dor pélvica e problemas durante a gravidez.